PCP denuncia catástrofe ambiental no rio Tejo
O PCP, através de um comunicado de dia 9 do Secretariado da Comissão Concelhia de Nisa, denuncia uma «catástrofe ambiental no rio Tejo», patente no surgimento de milhares de peixes mortos a boiar nas águas, entre as Portas de Ródão e a Barragem do Fratel, com maior incidência junto à central de Velada. Lembrando que já noutras ocasiões se verificou a morte massiva de peixes por causa da poluição, os comunistas realçam que ela nunca atingiu a dimensão agora verificada.
Perante esta catástrofe, o PCP alerta para as consequências previsíveis da perda de qualidade das águas na destruição da rica fauna e flora do Tejo. Para os comunistas, a «morte massiva de peixes e a espuma esbranquiçada à superfície da água são certamente provocadas por poluição que chega de Espanha, acrescida das contínuas descargas poluentes de unidades fabris instaladas na proximidade e da diminuição dos caudais do próprio rio Tejo e dos seus afluentes».
O PCP defende a detecção urgente e eficaz dos focos de poluição e suas origens e o consequente apuramento de responsabilidades e respectivas penalizações e indemnizações. Impõe-se ainda, acrescenta, a eficaz vigilância e a intervenção de entidades como a GNR, a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e a Agência Portuguesa do Ambiente, e a adopção de medidas de prevenção e monitorização que evitem a repetição deste tipo de ocorrências.