Incêndios e seca persistente requerem verbas no OE

AGRICULTURA A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) reivindica uma verdadeira «estratégia» para intervir na floresta nacional e «apoios excepcionais» para acudir à calamidade da seca.

Reforço dos apoios aos pequenos e médios agricultores

Entre outras medidas que devem ser incluídas no Orçamento do Estado para 2018 (e anos seguintes), a CNA defende que o Governo, em colaboração com as autarquias e os produtores florestais, crie parques de recepção e comercialização das madeiras «salvadas» dos incêndios, por forma a conseguir algum rendimento para os pequenos e médios produtores florestais afectados. Esta proposta permitiria limpar as matas e defender o ambiente e outros recursos, como a água e os solos.

Os agricultores querem ainda ver consagrado o reforço significativo dos apoios financeiros (e outros) aos pequenos e médios agricultores afectados, assegurando a forma de fazer face à sua perda de rendimentos, que se vai estender por vários anos.

Por outro lado, devem ser promovidas múltiplas e descentralizadas iniciativas para se obter um correcto ordenamento florestal, impedindo o plantio indiscriminado do eucalipto celulósico e altamente combustível, mas também aplicando políticas convergentes e capazes de assegurar o rápido aumento do preço das madeiras na produção.

Importante é também a criação de faixas limpas de matagais, com a floresta devidamente controlada, até um quilómetro fora dos perímetros urbanos.

Seca prolongada
A CNA reclama, também, «apoios realmente excepcionais» para acudir à calamidade da seca que agrava a situação da lavoura. Exige-se, entre outras prioridades, o reforço de medidas concretas para acudir à compra ou ao abastecimento de alimentação animal nas pequenas e médias explorações pecuárias; a isenção (temporária) do pagamento de taxas hídricas; reembolso de parte do valor do consumo de energia eléctrica nas explorações agrícolas; a criação de linhas de crédito bonificado à lavoura (a 20 anos); candidatura de Portugal ao Fundo Europeu de Solidariedade da UE; definir e aplicar outra Política Agrícola Comum.

No médio e longo prazo, prevendo-se que se vai manter a falta de chuva, seria fundamental a atribuição de apoios excepcionais direccionados à produção de sementes e a culturas de espécies autóctones e tradicionais mais adaptadas à falta de água; a dotação orçamental para criação sustentável e controlada de novos regadios; definição e financiamento de medidas integradas para dar combate à erosão e à desertificação «naturais» e também à desflorestação de vastas regiões.




Mais artigos de: Nacional

PS exclui CDU no distrito de Setúbal

AUTARQUIAS No Barreiro, em Almada, Alcochete e Montijo o PS excluiu a CDU dos órgãos autárquicos. Os eleitos do PCP vão continuar a defender os interesses e direitos das populações.

PCP alerta para degradação do Metropolitano

No dia 6, uma delegação do PCP – composta, entre outros, por Carlos Moura, vereador na Câmara de Lisboa, e Bruno Dias, deputado à Assembleia da República – ouviu as reclamações dos utentes do Metropolitano. Entre outros...

Propostas para envelhecer com dignidade

No âmbito da campanha «Ir mais longe em 2018», a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) esteve, segunda-feira, 13, à porta do Centro Nacional de Pensões, em Lisboa, para fazer ouvir a sua voz. Ali foi...

Campanha pelo futuro da humanidade

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) promoveu, dia 9, no Porto, um debate inserido na campanha pela adesão de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares. A iniciativa – no Clube dos Fenianos Portuenses – contou...