Propostas para envelhecer com dignidade
No âmbito da campanha «Ir mais longe em 2018», a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) esteve, segunda-feira, 13, à porta do Centro Nacional de Pensões, em Lisboa, para fazer ouvir a sua voz.
Ali foi distribuído um documento onde estão inscritas oito medidas essenciais que devem ser integradas no Orçamento do Estado (OE) para 2018, de forma a permitir «envelhecer com dignidade». Para além do aumento de todas as pensões, o MURPI exige melhores cuidados de saúde, mais protecção social, maior acessibilidade aos transportes públicos e mais justiça fiscal, para que se reduzam as desigualdades sociais, se garanta a recuperação de direitos e rendimentos e se dê um forte combate às causas da pobreza e da exclusão social.
Sobre o que foi conseguido com a luta dos reformados, Casimiro Meneses, presidente do MURPI, destacou o aumento extraordinário de 10 euros para todas as pensões até 588 euros e de seis euros para pensões mínimas actualizadas entre 2011 e 2015. Este OE – aprovado na generalidade e que agora está a ser debatido em sede de especialidade – prevê ainda que todas as pensões entre 588 e 2527 euros têm garantida uma actualização superior a 10 euros. Valorizado foi também o reconhecimento do MURPI como parceiro social.