Exposição evocativa de Óscar Lopes no Porto
Uma exposição evocativa do centenário do nascimento de Óscar Lopes, promovida pelo PCP, foi inaugurada faz hoje uma semana no Clube dos Fenianos Portuenses. Na ocasião, Albano Nunes, da Comissão Central de Controlo, fez uma intervenção valorizando as dimensões de intelectual, resistente antifascista e militante comunista, aprofundando muitos dos aspectos tratados nos painéis da exposição.
Nascido no mesmo ano da Revolução Socialista de Outubro, Óscar Lopes foi, como ele próprio afirmou, fortemente influenciado pelas conquistas da revolução soviética, que na década de 30 tinha «pelo menos conseguido construir uma sociedade viável». Esta experiência, aliada à vivência e observação das injustiças da sociedade do seu tempo, marcaria profundamente as suas opções políticas e ideológicas, que o levariam a aderir ao PCP em 1945, culminando uma identificação e aproximação que vinham desde o início da década.
Na exposição e na intervenção do dirigente comunista evoca-se a prisão de Óscar Lopes em 1955, por pertencer ao MUD Juvenil e ao movimento da paz e a constante perseguição que lhe foi movida pelo fascismo, bem como a sua carreira académica e a participação em publicações como a Vértice, a Seara Nova e em revistas universitárias e jornais diários nacionais e o jornal de letras do Brasil. A História da Literatura Portuguesa, publicada em 1955 em parceria com António José Saraiva, serve ainda hoje de guia a professores e estudantes.