Em greve no Algarve
Os trabalhadores do SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais) no Algarve fizeram greve no dia 5, quinta-feira, para exigirem respostas a reivindicações e problemas que já há muito expuseram à administração. O Sindicato da Hotelaria destacou que os trabalhadores demonstraram «união, força e coragem», cumprindo os serviços mínimos e provocando o encerramento do refeitório, no Hospital de Portimão, e da rouparia, no Hospital de Lagos.
Durante a greve foi distribuído um comunicado a explicar os motivos da luta, entre os quais estão a contratação de pessoal que faz falta nos serviços, o aumento dos salários em quatro por cento e das férias para 25 dias úteis, a reclassificação profissional de acordo com as tarefas desempenhadas e o cumprimento do Acordo de Empresa assinado em Junho de 2016.
A administração tinha remetido a resolução de alguns problemas para Outubro passado, mas «nada» tinha feito até ao início da luta, protestou o sindicato da Fesaht/CGTP-IN.
Matutano
Com o início de 2017, entrou em vigor, até ao fim do ano, uma greve ao trabalho em dias de descanso semanal, de descanso complementar e feriados, no sector da indústria da batata frita, aperitivos e similares, pelo correcto pagamento das horas trabalhadas. Como explicou o Sintab, a associação patronal ANCIPA recusa-se a subscrever um pedido de rectificação de um erro ocorrido na publicação oficial da última revisão do contrato colectivo de trabalho, mas a convocação da greve vale apenas para as empresas que não respeitem os valores reais praticados e efectivamente acordados. Uma destas é a Matutano, no Carregado (Quinta dos Cónegos), onde já fora declarada greve a todo o trabalho suplementar em Dezembro.