Portarias para professores
Com uma concentração, convocada pela Fenprof e pelos sindicatos para ontem à tarde, frente ao Ministério da Educação, professores e educadores decidiram reafirmar a exigência de publicação de portarias, em falta há seis anos, de modo a serem integrados nos escalões da carreira a que deveria corresponder o seu tempo de serviço.
Para a Fenprof, arranca aqui «uma luta mais ampla dos docentes portugueses em defesa das suas carreiras, que estão congeladas há seis anos consecutivos, pretendendo o Governo que assim se mantenham, pelo menos, em 2017», um novo adiamento que a federação rejeita. Num comunicado divulgado segunda-feira pelo Secretariado Nacional da Fenprof, reclama-se que, ainda no próximo ano, «o ME regularize as situações dos milhares de professores que, ilegalmente, estão mal posicionados na carreira, o que lhes traz penalizações reforçadas».
Estimando que o congelamento das carreiras e as irregularidades atinjam cerca de 7500 docentes, a federação recorda que «os professores já perderam mais de oito anos de serviço, que cumpriram e sobre os quais fizeram os indispensáveis descontos».
No final da concentração, os professores iriam entregar no ME cartazes denunciando as suas situações específicas.