Curdos manifestam-se na Europa

Contra a repressão

Mi­lhares de curdos ma­ni­fes­taram-se, dia 5, em vá­rias ci­dades eu­ro­peias em pro­testo contra a vaga de re­pressão que atinge di­ri­gentes po­lí­ticos na Tur­quia.

De­pu­tados do HDP de­claram boi­cote ao par­la­mento

Os pro­testos foram uma res­posta à de­tenção, na vés­pera, de 12 de­pu­tados do Par­tido De­mo­crá­tico dos Povos (HDP), entre os quais estão Se­lahattin De­mirtas e Figen Yük­sekdag, dois des­ta­cados di­ri­gentes da for­mação.

O HDP é o ter­ceiro par­tido no par­la­mento da Tur­quia, com 59 de­pu­tados, cujo elei­to­rado é cons­ti­tuído em grande parte pela mi­noria curda.

O par­tido, que anun­ciou, no do­mingo, 6, a sus­pensão do seu tra­balho no par­la­mento, acusa o pre­si­dente da Tur­quia, Recep Tayyip Er­dogan, de levar a cabo uma «purga» com o ob­jec­tivo de dis­solver esta im­por­tante força po­lí­tica pro­gres­sista.

Em Co­lónia, no Oeste da Ale­manha, perto de 15 mil curdos saíram à rua, se­gundo nú­meros dos pro­mo­tores, já as es­ti­ma­tivas da po­lícia apontam para cerca de 6500 mil pes­soas.

Ao longo do des­file, que passou por vá­rias ar­té­rias da ci­dade, os ma­ni­fes­tantes os­ten­taram car­tazes e ban­deiras do HPD, com re­tratos dos di­ri­gentes de­tidos e ima­gens de Ab­dulá Öcalan, líder do ile­ga­li­zado Par­tido dos Tra­ba­lha­dores do Cur­distão (PKK), que cumpre uma pena de prisão per­pétua.

Uma das ora­doras, se­gundo re­latou a AFP, afirmou que a Tur­quia está a beira de uma guerra civil.

Ac­ções se­me­lhantes ocor­reram em Es­tu­garda (Su­do­este), com cerca de duas mil pes­soas, Bremen (Norte), com 1200 pes­soas, e Karls­ruhe (Su­do­este), com 250 pes­soas, de acordo com a agência alemã DPA.

As ma­ni­fes­ta­ções na Ale­manha, onde re­sidem cerca de um mi­lhão de curdos, foram pro­mo­vidas pela Nav-Dem, as­so­ci­ação que os ser­viços se­cretos ger­mâ­nicos re­putam de pró­xima do PKK.

Ac­ções si­mi­lares ti­veram também lugar em França, de­sig­na­da­mente em Paris, com cerca de duas mil pes­soas, Rennes e Mar­selha, bem como em Zu­rique, na Suíça, com cerca de mil pes­soas, e ainda em Bru­xelas, na Bél­gica, com cerca de 300 pes­soas.




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