1% para a Cultura
O Largo de S. Domingos, em Lisboa, acolheu, sexta-feira, a tribuna pública «Por outra política – um horizonte para a Cultura», para afirmar a exigência de um novo rumo para a política cultural nacional.
A primeira de uma série de iniciativas – promovidas pelo Grupo de Coordenação da Plataforma Cultura em Luta – aconteceu no dia em que a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2017 foi entregue na Assembleia da República.
Entre outras medidas, a plataforma reclama o reforço substancial do financiamento público da Cultura: 1% do Orçamento do Estado como patamar mínimo e 1% do PIB como patamar a atingir gradualmente.
Agonia
Num documento que está a ser distribuído, salienta-se que «apesar das mudanças positivas no quadro político», a «situação na Cultura não se alterou». «Prossegue o estado de agonia da actividade, das estruturas e do tecido social que lhe dão corpo. Persiste a profunda crise de financiamento, a redução e extinção de organizações e serviços, a amputação da qualidade, da diversidade e da liberdade de programação e projecto, a escassez de actividade e de participação, o desemprego, o abandono das profissões, a emigração e a ausência de perspectivas de realização e de trabalho das jovens gerações», lamenta a plataforma.