Ano negro na floresta
De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), até 30 de Setembro registou-se um total de 12 489 ocorrências que resultaram em 150 364 hectares de área ardida.
«Houve incêndios muito violentos e de grandes dimensões»
LUSA
«Houve incêndios muito violentos e de grandes dimensões que destruíram matas e reservas públicas, zonas agriculturáveis, pequenas e médias explorações e também grandes áreas florestais, muitas delas até a cargo da grande indústria da fileira», constata, em nota de imprensa divulgada no dia 11, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
No documento, a CNA acusa o Ministério da Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural de pouco fazer «face à catástrofe», quando um conjunto de medidas destinadas a compensar os prejuízos provocados remetem, essencialmente, para as já previstas no PDR 2020, para o restabelecimento do potencial produtivo das explorações afectadas pelas chamas.
«Essa ajuda consiste numa majoração de 30 por cento no co-financiamento “normal” do PDR 2020 – passa de 50 para 80 por cento. Porém, só têm acesso a esta medida majorada os agricultores que tenham feito seguros contra “aleatoriedades climáticas”, o que chega a ser caricato», critica a confederação, informando que as «ajudas ficam condicionadas a áreas geográficas de freguesias com mais de 30 por cento de área ardida».
A CNA considera ainda «insuficiente» o nível oficial de investimento do OE em prevenção e em investimento geral na floresta e alerta para a falta de escoamento e preços baixos da madeira à produção.