Chilenos exigem segurança social
Mais de 70 mil pessoas contestaram em 50 cidades do Chile o actual sistema de pensões. 35 anos depois da imposição do modelo em vigor pela ditadura liderada por Augusto Pinochet, os descontos dos trabalhadores continuam a ser geridos por entidades privadas, razão à qual é atribuído o facto de mais de dois terços dos pensionistas chilenos sobreviverem com um rendimento menor do que o salário mínimo nacional.
Calcula-se que seis grandes fundos de pensões chilenos concentrem o fundamental dos descontos, e que 60 por cento das verbas que lhes são entregues sejam investidas fora do país.
Os chilenos pretendem, neste contexto, que o governo proceda à reforma da previdência instituindo um modelo público, universal e solidário. O executivo da presidente Michelle Bachelet, por seu lado, propõe aumentar em cinco pontos a taxa de quotização e obrigar os trabalhadores independentes a aderir, combater a evasão e incentivar o adiamento da idade da reforma, medidas que deixam intocável o modelo herdado da ditadura.