Obama não toca no bloqueio
As medidas relativas a Cuba adoptadas pelos EUA na sexta-feira, 14, só ampliam as transacções já autorizadas, considera o governo de Havana. Reagindo ao decreto emitido pelo presidente Barack Obama, a directora-geral para os EUA no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Josefina Vidal, considerou mesmo que as novidades introduzidas «beneficiam mais os EUA do que o povo cubano».
«A directiva não esconde a intenção de continuar a promover em Cuba programas de ingerência envolvendo sectores da sociedade cubana que respondem aos interesses norte-americanos», alerta a diplomata, que esclarece que «se mantêm as restrições às exportações cubanas para os EUA, especialmente aquelas provenientes de sector estatal, com a única excepção dos produtos farmacêuticos».
Para além dos produtos farmacêuticos, Barack Obama facilitou o desenvolvimento de projectos conjuntos de investigação médica, o fornecimento de serviços de reparação e manutenção de infra-estruturas por parte de norte-americanos em Cuba, ou a exportação para a ilha de químicos e algumas máquinas agrícolas.
O fundamental e mais gravoso do bloqueio imposto pelos EUA contra Cuba, porém, persiste, concluem as autoridade cubanas.