Precariedade no Porto

Cinco mil casos de trabalhadores com vínculos precários foram identificados pelas estruturas da CGTP-IN no distrito do Porto e comunicados, a 31 de Agosto, à Autoridade para as Condições do Trabalho, reclamando a intervenção desta, tanto na prevenção, como na punição dos abusos patronais.

Duas centenas de dirigentes e delegados sindicais começaram por concentrar-se junto à Casa da Música, de onde seguiram em desfile até à delegação da ACT, na Avenida da Boavista. Aqui foi feita a entrega de um «primeiro levantamento» de empresas que, para ocupar postos de trabalho permanentes, utilizam trabalhadores contratados a prazo, aluguer de mão-de-obra, falsos recibos verdes e estagiários. No documento que acompanhou a entrega da lista, a União dos Sindicatos do Porto assinala que foram detectadas diversas situações em que mais de metade dos trabalhadores estão com vínculos precários. Em números absolutos, são referidas, com mais de 200 casos, a MEO, a NOS, a Hutchinson, a PREH, a SPIE, a Safira Facility Services e a Uniself.

A precariedade, que em 2014 atingia 28,4 por cento dos trabalhadores (quase 136 mil) do distrito, registou um aumento de 13,8 por cento desde 2010, mas a USP/CGTP-IN ressalva que não são aqui contados «muitos milhares» com falsas situações de recibo verde. Esta «desvalorização do trabalho e dos trabalhadores» tem por objectivo desequilibrar as relações de trabalho, quer pelos baixos salários, quer pela diminuição da capacidade reivindicativa e da organização dos trabalhadores, observa a União, dando conta de «muitas denúncias» que têm chegado aos sindicatos.

 



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