Ferroviários mobilizados
O aumento intercalar dos salários deverá ser o tema da primeira reunião, após férias, dia 8 de Setembro, para prosseguir a negociação do Acordo de Empresa da Medrail (antiga CP Carga), defendeu o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, no final da primeira ronda negocial, realçando que os salários hoje em vigor são os mesmo de 2009. Devido à divergência de posições com os representantes patronais (Grupo MSC), nesta e noutras matérias, o sindicato da Fectrans/CGTP-IN lembrou que é indispensável a mobilização dos trabalhadores, em unidade, para o caso de a empresa não dar mostras de querer um acordo.
«As razões de mobilização e luta mantêm-se» igualmente na EMEF, alertou o SNTSF, num comunicado de 25 de Julho, sobre uma reunião com a administração, em que esta, representada pelo director-geral, «começou por nos dizer que nada tem a dizer porque esperam mudanças nas administrações».
O sindicato insiste na urgência de alterar o curso, de modo a garantir o futuro da EMEF no quadro do sector público, integrando-a de novo na CP, admitindo os trabalhadores necessários e passando a efectivos os que estão com vínculos precários, acabando com a suspensão da contratação colectiva e saldando a dívida relativa a diuturnidades e evoluções nas categorias, desenvolvendo a negociação colectiva para melhoria dos salários e das carreiras profissionais.
Em Setembro, logo após o período de férias, em plenário de trabalhadores, deverá ser analisado um plano de luta, adiantou o sindicato.
Na CP, onde decorre a negociação do Regulamento de Carreiras, «há um RC que não está a ser cumprido», «o actual Governo não revogou os roubos feitos pelo anterior» e «aos trabalhadores são devidas evoluções nas respectivas categorias profissionais», notou o SNTSF. Num comunicado de 18 de Julho, o sindicato antecipou que, a partir de Setembro, irá suscitar a discussão de «propostas que tenham em conta o objectivo de valorização profissional de todos os trabalhadores, no contexto actual da CP».