Precariedade no aeroporto
A União dos Sindicatos de Lisboa (CGTP-IN) decidiu promover ontem uma tribuna pública no aeroporto de Lisboa, sob o mote «Com a precariedade não chegamos a lado nenhum».
Inserida na campanha nacional decidida no 13.º Congresso da Intersindical, esta iniciativa, envolvendo os sindicatos com maior número de associados no aeroporto, visou denunciar publicamente a precariedade vivida no «maior local de trabalho da Área Metropolitana de Lisboa». Na informação da USL que, dia 14, anunciou esta acção, precisava-se que ali laboram «milhares de trabalhadores de diferentes sectores de actividade» e ocorrem «diariamente importantes lutas contra a exploração e a precariedade laboral».
Grande parte dos trabalhadores ganha cerca de 530 euros, com contratos precários, adiantou a USL, referindo que estes são «os mesmos trabalhadores que despacham as malas e tratam da segurança de todos os passageiros». A estrutura distrital da CGTP-IN realçou ainda que no aeroporto há quem trabalhe 10 a 12 horas por dia e que grande parte dos trabalhadores tem de utilizar viatura própria nas deslocações entre casa e o trabalho, porque há períodos sem transportes públicos, mas não podem estacionar gratuitamente nos parques da empresa.
Castelo Branco
e Braga
A Interjovem e a União dos Sindicatos de Castelo Branco anunciaram que foram definidos «planos de trabalho de combate à precariedade», onde se inclui a realização de «importantes acções junto dos trabalhadores». Para anteontem, dia 19, foram agendados contactos com os trabalhadores no call-center da PT, nos centros comerciais Forum e Alegro, nos estaleiros dos SMAS e na Delphi.
Em Braga, para ontem à tarde, com a participação do Secretário-geral da CGTP-IN, o SITE Norte marcou uma acção de denúncia dos elevados níveis de precariedade na Tesco. A União dos Sindicatos de Braga, ao anunciar esta acção como o início da campanha da CGTP-IN no distrito, citou dados da própria multinacional japonesa: em 2015, de um total de 354 trabalhadores, 235 tinham um vínculo precário.