Precariedade ou qualidade
«Não há jornalismo de qualidade com precariedade e baixos salários», afirma o PCP num comunicado especialmente dirigido aos trabalhadores das empresas de comunicação social. O PCP denuncia que os estágios, curriculares ou profissionais, os recibos verdes e os contratos temporários são não apenas a regra nas redacções como se assumem cada vez mais como instrumentos para baixar salários, reduzir postos de trabalho, desregular horários, impor o trabalho extraordinário não pago e condicionar o que os jornalistas escrevem. O PCP defende que os trabalhadores da comunicação social «têm que ter os mesmos direitos» que todos os outros.
Para o Partido, a acelerada concentração de órgãos de comunicação social é o «traço mais significativo da evolução deste sector», praticamente dominado por seis grandes grupos económicos, com crescente domínio de capital estrangeiro: Media Capital, Global Media Group, Cofina, Impresa, Sonae e Impala. Esta concentração, acrescenta o Partido, conduz à «homogeneização das linhas editoriais», à progressiva redução de qualidade e do rigor das notícias e ao «desrespeito pelo código deontológico do jornalismo». Quanto à diversidade e a pluralidade da informação, conclui o PCP, «nunca como agora estiveram tão próximas da dos tempos do fascismo».