Luta repõe feriados
«Este é o resultado de quatro anos de acção persistente dos trabalhadores dos sectores público, privado e empresarial do Estado», observa a CGTP-IN, ao saudar a reposição dos quatro feriados retirados pelo governo PSD/CDS.
Numa nota publicada esta segunda-feira, dia 11, a Intersindical reagiu às votações de sexta-feira no Parlamento (e a declarações de governantes), confirmando que voltam a ser feriados os dias de Corpo de Deus (móvel, este ano a 26 de Maio), da Implantação da República (5 de Outubro), de Todos os Santos (1 de Novembro) e da Restauração da Independência (1 de Dezembro).
A aprovação na generalidade de sete projectos de lei e projectos de resolução e a reprovação de um projecto de resolução do PSD e do CDS – assinala a Inter – «só foi possível pela alteração da relação de forças na Assembleia da República e a efectivação dos compromissos eleitorais assumidos pelos partidos políticos que hoje têm a maioria de deputados».
«A mudança de política implica resposta imediata a questões concretas que têm uma relação directa com o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras», assinala a central, recordando algumas «medidas que precisam de ser tomadas urgentemente»: a reposição dos três dias de férias roubados; a valorização da contratação colectiva, com a revogação das normas que ditam a caducidade das convenções e a reposição do princípio do tratamento mais favorável; a substituição da lei que tornou os despedimentos mais fáceis e mais baratos.