Reforçar o Partido e alargar o apoio à CDU
O reforço do PCP nos planos político, orgânico, ideológico e eleitoral é um factor decisivo para a ruptura com a política de direita e para abrir caminho a uma política patriótica e de esquerda. Estas tarefas, de grande exigência e complexidade, têm de ser tratadas de forma integrada, contribuindo cada uma delas para o êxito das outras.
O papel dos activistas da CDU é determinante na campanha
Os mais de 2100 recrutamentos, assim como a campanha de contactos e a Marcha Nacional «A força do Povo» colocam potencialidades enormes para o nosso trabalho: a integração e responsabilização destes novos militantes são claramente decisivas para o alargamento da influência e intervenção do Partido. A par dessa massa imensa de novos contactos e recrutamentos, com potencial de intervenção, continuam a assumir grande importância e actualidade as direcções de trabalho apontadas na Resolução «Mais organização, mais intervenção, maior influência. Um PCP mais forte», entre elas a venda e difusão da imprensa do Partido, o reforço dos meios de propaganda, o crescimento da capacidade financeira do Partido, a estruturação e o trabalho junto de empresas e locais de trabalho.
A Festa do Avante!, festa de Abril, constitui uma tarefa prioritária nos seus vários objectivos. Assegurar a sua construção e divulgação e vender a EP são elementos determinantes para aquilo que será, nos dias 4, 5 e 6 de Setembro, um grande momento de afirmação e projecção dos valores de Abril no futuro de Portugal.
Desmontar mentiras
No actual contexto social e político a ofensiva ideológica, é igualmente forte, pelo que é necessário desmontar e contrariar falsas ideias ou «verdades» construídas, como aquelas a que vimos assistindo no debate e preparação para as eleições para a Assembleia da República, mais ou menos requentadas, remendadas ou novinhas em folha. Ele é por parte do PSD/CDS – «o pior já passou», «estamos a assistir à retoma e ao crescimento», multiplicando-se em périplos pelo País, acções de propaganda das políticas do Governo PSD/CDS, discursos e frases repetidas por membros do Governo, comentadores e também pelo Presidente da República. E da parte do PS – «nós vamos fazer diferente» ou ainda pela omissão ou silêncio conivente e conveniente, já que é melhor não divulgar as suas reais intenções, que seguem o trilho da política de direita até aqui percorrido pelos sucessivos governos PS, PSD com ou sem CDS.
Exemplo da sua prática foi a conferência no Fundão, onde um conhecido dirigente nacional disse «não me vou comprometer com o fim das portagens» nas SCUT, referindo-se às portagens na A23, que tanto têm penalizado a região de Castelo Branco e de outras zonas do Interior. Para o PS, a solução não passa, naturalmente, pelo seu fim, até porque foi um dos governos do PS que começou a construir os pórticos, que PSD e CDS finalizaram. Nesta como em tantas outras questões, a diferença não é de ruptura ou mudança com estas políticas, mas sim a sua continuidade, com mais vírgula ou menos pontuação. A essência é idêntica.
Importa ainda referir que, de ambas as partes, ecoam ideias como: não é preciso esclarecer que as eleições não são para primeiro-ministro mas sim para eleger deputados; não há alternativas a PS, PSD e CDS, ou seja, aos mesmos que há 39 anos conduziram o País para a situação actual, com dois milhões e 700 mil portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza, um milhão e 200 mil no desemprego e 500 mil que emigraram. Uma situação marcada ainda pelas privatizações, a destruição do aparelho produtivo ou o ataque aos serviços públicos.
Papel determinante
O papel dos homens, mulheres e jovens, dos activistas da CDU, da juventude CDU, é determinante para ouvir, esclarecer e convencer. Esta dinâmica, que de Norte a Sul, passando pelas regiões autónomas, está a crescer, afirma a CDU como a força da política alternativa patriótica e de esquerda.
Nesta batalha, é necessário o «apelo às organizações e aos militantes do Partido para que, confiando na classe operária, nos trabalhadores, na juventude e no povo português, desenvolvam a luta de massas, alarguem a intervenção política, façam da preparação das eleições legislativas uma grande campanha política de massas, de esclarecimento e mobilização para o voto na CDU, batalha de grande importância para a ruptura com a política de direita e a afirmação de uma política patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril» (da resolução do CC de 28 de Junho 2015).