Por uma viragem política histórica
O dirigente da Associação Intervenção Democrática (ID) João Corregedor da Fonseca começou por destacar, no seu discurso, a dimensão «verdadeiramente patriótica» da Marcha «A Força do Povo» que, em sua opinião, comprova que a CDU é «pujante e determinada na sua constante luta pela defesa da soberania e independência nacionais e pelos valores de Abril».
Rejeitando que a coligação PCP-PEV seja uma mera plataforma «de protesto», o dirigente da ID realçou que ela «acompanha e apoia sempre as classes trabalhadoras, as classes desprotegidas e apresenta propostas políticas concretas, claras, propostas realistas que, a serem aplicadas, relançarão o País para os caminhos do desenvolvimento, do progresso e da justiça social, conducentes com o respeito absoluto pelos direitos, liberdades e garantias consagrados na Constituição». Para o dirigente da ID, o actual – e complexo – contexto histórico impõe uma «luta tremenda, mas insofismavelmente patriótica», pelo futuro do País. Impõe-se, assim, uma «mudança profunda de política e não uma mera alternância entre os três partidos» que têm governado o País.
A solução, realçou João Corregedor da Fonseca, passa pela CDU, que «tem respostas positivas para se modificar, por completo, o panorama desolador que afecta milhões de famílias angustiadas e desesperadas com o espectro do desemprego e da pobreza». O seu objectivo, precisou, é «relançar o País através de uma política de esquerda susceptível de travar a austeridade, de melhorar as condições de vida dos portugueses e de enfrentar com determinação o FMI, o BCE e a UE».
O dirigente da ID reafirmou aquela que é uma questão decisiva: «reside nas mãos dos portugueses a possibilidade de se proceder à viragem política histórica por que anseiam», aumentando a influência da CDU.