Investigação clínica

O PCP entende que a investigação clínica tem que estar orientada para a busca de soluções para os problemas, para a melhoria dos meios de diagnóstico e dos tratamentos. Deve ainda estar orientada para a defesa primordial dos interesses do SNS e não para a satisfação exclusiva do interesse da indústria. Neste postulado assentou o projecto de lei do PCP com alterações à Lei da Investigação Clínica, que esteve recentemente em debate e viria a ser rejeitado pelos partidos da maioria e pelo PS.

Já um projecto de lei conjunto do PSD e CDS-PP sobre esta matéria veio na mesma altura a ser aprovado na generalidade, tendo a sua votação final global ocorrido na passada sexta-feira, 29.

O diploma teve o voto contra da bancada comunista por nele se manterem insuficiências da lei em vigor e por não ter sido «garantida a salvaguarda dos direitos dos participantes em estudos clínicos», como salientou a deputada Carla Cruz, que em sede de especialidade chegou a propor a este respeito que fosse ouvida a Comissão Nacional de Protecção de Dados.

Tendo como ponto de partida a ideia de que a investigação clínica não se resume ao estudo de novos medicamentos e aos ensaios clínicos, integrando igualmente os «estudos observacionais» desenvolvidos por outras instituições (Ensino Superior, unidades do SNS, laboratórios do Estado), as propostas do PCP visavam, entre outros objectivos, o aumento da protecção das pessoas que participam nos ensaios clínicos, a par da criação de condições para o desenvolvimentos destes ensaios seja por iniciativa do investigador seja pelas instituições do SNS.

Para o PCP é igualmente necessário o estabelecimento de regulamentação para o financiamento da investigação desenvolvida pelas instituições do SNS, bem como a alocação de recursos humanos e técnicos que garantam adequadamente essa investigação.

Destacadas por Carla Cruz, entre o conjunto vasto de propostas do PCP que em sua opinião permitiriam melhorar a lei vigente e defender os interesses e os direitos dos participantes nos ensaios clínicos, foram ainda a criação de mecanismos que valorizem e reconheçam a investigação clínica, o reforço de competências do centro de estudo clínico, a valorização do papel das comissões de ética para a saúde e a desgovernamentalização e democratização do funcionamento da Rede Nacional de Ética para a Saúde e o alargamento das suas competências. 

 



Mais artigos de: Assembleia da República

Proposta do PCP diversifica fontes

O PCP apresentou uma proposta para diversificação e ampliação das fontes de financiamento da Segurança Social que tem por base uma contribuição adicional das empresas com ganhos superiores a mais de meio milhão de euros.

Mais cortes nas pensões

A verdadeira intenção do Governo – por mais cambalhotas que agora dê a ministra das Finanças, depois de há pouco mais de uma semana lhe ter fugido a boca para a verdade ao admitir novas reduções –, é proceder a mais cortes nas pensões, depois de...

Controlo público da Banca

O PCP considera que é uma ilusão pensar que os problemas do sistema financeiro são superáveis com o reforço da supervisão, insistindo que só o controlo público da Banca pode evitar que se repitam escândalos que saem muito caro aos portugueses, como o do BPN ou o do BES/GES.

Incompreensível recondução

«Verdadeiramente incompreensível», assim classificou o PCP a decisão do Governo de propor a recondução por mais cinco anos do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Esta posição foi veiculada pelo deputado comunista Paulo Sá, dia 27, depois de o...

Nos 50 anos do prémio<br>da SPE a Luuanda

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, dia 22, um voto de saudação pelo 50.º aniversário da atribuição do prémio de novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores ao livro Luuanda, de José Luandino Vieira. No texto, apresentado pela...