Lutar pelo direito a estudar
No dia 29, em todo o País, os estudantes do Ensino Básico e Secundário apitaram contra os cortes de financiamento na Educação – praticados por sucessivos governos do PS, PSD e CDS – e por uma avaliação justa e contínua, sem qualquer barreira de acesso aos graus mais elevados de ensino.
Os estudantes mostraram que não se vergam
Nesta acção, sob o lema «Apitar é lutar pelo direito a estudar», os estudantes «mostraram que não se vergam perante a ofensiva ao direito de estudar», que «se reflecte nas dificuldades sentidas pelos estudantes todos os dias nas escolas do nosso País», refere a Coordenadora Nacional do Ensino Secundário da JCP.
Numa saudação ao «apitão», os jovens comunistas dão conta de que existem «estudantes sem manuais escolares», «continuam a faltar professores e funcionários», há «cantinas a serem privatizadas», «escolas com obras paradas» e que a «obrigatoriedade de três anos de matéria nos exames nacionais» aprofunda a exclusão no acesso ao Ensino Superior.
A JCP lembra ainda que desde 2011 foram «infligidos cortes de mais de dois milhões de euros» e que só este ano «foram roubados aos estudantes do Ensino Básico e Secundário 704 milhões de euros».
«Mesmo com o fim do ano lectivo à vista, com uma sobrecarga horária com testes, avaliações e preparação de exames, os estudantes não desarmam e demonstraram que a unidade e a luta são o caminho para a efectivação do seu direito a estudar», valoriza a JCP.