CLIP isolado na Câmara Municipal

Censura em Portalegre

Por iniciativa da CDU, foi aprovada, no dia 30, uma moção de censura ao executivo da Câmara de Portalegre, liderado pela Candidatura Livre e Independente por Portalegre.

A CLIP tem-se revelado incapaz de cumprir

O documento, apresentado na Assembleia Municipal de Portalegre, contou com os votos favoráveis do PS, do PSD e de dois eleitos da CLIP. Segundo a Coligação PCP-PEV, a moção de censura, que ficará na história autárquica de Portalegre por nunca ter acontecido em 41 anos de democracia, pretende funcionar como a «chicotada política necessária» para que «a maioria altere a sua atitude arrogante e a sua inércia governativa e cumpra o mandato que recebeu dos portalegrenses nas passadas eleições autárquicas».

«O executivo da CLIP, encabeçado pela presidente Adelaide Teixeira, não cumpriu praticamente nenhuma das promessas que fez durante a campanha eleitoral, deixou agravarem-se as condições de vida das pessoas, desleixou o estado público provocando a degradação das ruas da cidade, das estradas municipais, das fontes, dos jardins e espaços verdes, das passadeiras para peões e da sinalização de trânsito, desprezou os equipamentos municipais, como é o caso da piscina coberta dos Assentos, do edifício histórico dos Paços do Concelho, da Quinta da Saúde», critica a Coligação PCP-PEV.

A estes, somam-se problemas nas escolas e jardins de infância, que desde 2011 recebem relatórios a denunciar falta de condições de saúde e segurança. Na Biblioteca Municipal e no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre (CAEP) a climatização está avariada há anos.

Insensibilidade

Na moção de censura critica-se o facto de o concelho de Portalegre estar parado e ter regredido em variadíssimos aspectos, sobretudo sociais e económicos, e denuncia-se a «invulgar insensibilidade democrática, desmesurada ambição de protagonismo e total insensibilidade social» da presidência da Câmara Municipal.

«Apesar da folgada maioria absoluta que obteve nas eleições, a CLIP tem-se revelado incapaz de cumprir até as suas próprias promessas», acusa a CDU, informando que, apesar do desinvestimento, da perda de trabalhadores autárquicos e da subida de taxas e de custos de serviços cobrados aos portalegrenses, «a situação económica e financeira na Câmara de Portalegre está longe de ter melhorado e não apresenta sinais de retoma».


Tragicomédia

Para a Coligação PCP-PEV, «o esboroamento da coesão política da CLIP, reflectido na perda da maioria que detinha na Assembleia Municipal (AM) e tendo como paradigma a renúncia do presidente da AM, eleito pela CLIP, apenas demonstra a erosão da base de apoio que elegeu a CLIP».

No texto da moção de censura relembra-se ainda que a Câmara de Portalegre «encontra-se sem estratégia, sem planos e sem documentos previsionais há quase cinco meses». «Seja por incapacidade, falta de liderança, ausência de visão estratégica ou, mais simplesmente, uma cómoda negligência de quem não quer apresentar novos documentos e sujeitar-se ao processo democrático de discussão e concessão, o que é certo é que uma das principais funções de um executivo camarário que ainda não se cumpriu», sublinha a CDU.




Mais artigos de: Nacional

Nós apoiamos

São já muitos os apoios à Marcha Nacional «A força do povo», todos à rua por um Portugal com futuro, promovida pela CDU, que se vai realizar no dia 6 de Junho, em Lisboa, do Marquês de Pombal aos Restauradores.

A Marcha Nacional é uma poderosa afirmação de que reside no povo, na sua intervenção, na sua luta e no seu voto, a decisão soberana sobre o futuro a construir para as gerações actuais e vindouras, uma afirmação de que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir do seu destino, abrir outro caminho para Portugal, concretizar uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.

Contra o fascismo<br>e a guerra

A vitória sobre a máquina de guerra hitleriana é assinalada com diversas iniciativas, destacando-se aquela promovida pelo PCP, amanhã, em Lisboa.

Lutar pelo direito a estudar

No dia 29, em todo o País, os estudantes do Ensino Básico e Secundário apitaram contra os cortes de financiamento na Educação – praticados por sucessivos governos do PS, PSD e CDS – e por uma avaliação justa e contínua, sem qualquer barreira de acesso aos graus mais elevados de ensino.

Drama no Superior

Paula Santos, deputada do PCP à Assembleia da República (AR), contactou, no dia 27, com os estudantes do Ensino Superior do distrito de Setúbal, onde recolheu testemunhos dos graves problemas sentidos no sector. Pela manhã visitou a Faculdade de Ciências e...

Naufrágios no Mediterrâneo

A JCP, em nota de imprensa divulgada no dia 27, expressa a sua solidariedade para com os povos do continente africano «forçados a fugir da guerra, da fome e da miséria» e manifesta «profundo pesar pela morte de milhares de pessoas nos naufrágios no Mediterrâneo». Os...

AGIT entrevista <br>Jerónimo de Sousa

Já está nas ruas mais uma edição do AGIT – o jornal da JCP. Este número, para além de um grande destaque ao 41.º aniversário da Revolução de Abril, conta com uma entrevista a Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, em que este...

Obras de Lopes Graça na Moita

No dia 14 de Maio, às 21 horas, na Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça, na Moita, tem lugar um espectáculo com as obras do compositor Fernando Lopes Graça, que contará com a colaboração de Domingos Lobo, Alexandre Branco Weffort, José Eduardo Martins e dos coros...

«Nós propomos»

O PCP associou-se, este ano, ao projecto «Nós propomos», do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, patrocinando uma viagem ao Parlamento Europeu (PE) para os alunos vencedores de um concurso que tinha como objectivo apontar um...