O outro «Lugar da Cultura»

Os sindicatos dos Trabalhadores dos Espectáculos (STE), dos Trabalhadores da Arqueologia (STARQ) e CENA realizaram no dia 16, frente ao Centro Cultural de Belém, uma conferência de imprensa, para divulgarem um comunicado conjunto sobre a actual situação na área da cultura. No interior, o Governo estava a promover uma conferência intitulada «O Lugar da Cultura», onde teria um lugar central o relatório «Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas».
«Esta conferência e os últimos anos de políticas culturais revelam o lugar que a Cultura ocupa nas visões dos sucessivos governos que têm tomado conta do País», consideram os sindicatos. No documento distribuído à comunicação social, o STE, o STARQ e o CENA consideram que «a Cultura é, e tem sido, a última das preocupações», «os criadores e trabalhadores da Cultura são ignorados na definição da política cultural e substituídos por economistas e gestores, como acontece nesta conferência», e o financiamento «chegou a níveis mínimos históricos». A redução foi de 70 por cento, em dez anos, ficando hoje em 0,1 por cento do Orçamento do Estado, o que traz «prejuízos inestimáveis à Cultura, não só com o que destrói, mas com o que impede de existir».
Enquanto tenta passar estas medidas como inevitáveis, o Governo favorece «os grandes grupos económicos, que viram os seus lucros aumentar com a baixa dos salários, o aumento da precariedade e o financiamento» público. Os sindicatos denunciaram «perdões de taxas de audiovisual em 2013 a empresas que fazem milhões de euros de lucro e zero de investimento para o cinema», para além de lembrarem que o dinheiro colocado no BPN «permitiria 50 anos de investimento na Cultura».

 



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