Injustiça fiscal
Posta a nu pelo deputado comunista Paulo Sá, uma vez mais, foi a política fiscal do Governo de dois pesos e duas medidas, traduzida num escandaloso favorecimento do grande capital, e na oneração brutal dos rendimentos dos trabalhadores.
Uma política fiscal de «esbulho dos rendimentos dos trabalhadores» que, acusou, aprofunda o desequilíbrio na distribuição da riqueza entre o trabalho e o capital.
A recente reforma do IRC e as alterações em sede de IRS são, aliás, reveladoras dessa opção de fundo do Executivo PSD/CDS-PP. A este respeito, Paulo Sá lembrou que enquanto a taxa nominal do IRC reduziu de 25 por cento para 21 por cento em apenas dois anos (beneficiando sobretudo as grandes empresas), levando a uma queda da receita deste imposto para o Estado na ordem dos 580 milhões de euros, as receitas de IRS, pelo contrário, não param de aumentar. Feitas as contas, segundo Paulo Sá, em apenas três anos (2013, 2014 e 2015), a receita adicional em IRS será de mais de 11 mil milhões de euros.