Alienar património
A venda ao desbarato de património público aos grandes interesses, como sucedeu com a EDP, REN, ANA, CTT, GALP, PT, e os negócios segurador e de saúde da CGD, constitui um dos traços mais negativos da política de direita de que este Governo é um zeloso seguidor.
Dessas operações de alienação resultou um valor de 9,2 mil milhões, dinheiro que foi inteirinho para o pagamento de juros da dívida, como referiu o deputado comunista Bruno Dias.
Ora o País não se pode dar ao luxo de abdicar de um Sector Empresarial do Estado, observou, sublinhando a recusa do PCP em aceitar que a «escolha» tenha de ser entre «liquidar ou privatizar», como diz e quer o Governo, agora com a mira apontada à TAP, à EMEF, à CP Carga e aos transportes públicos.
«Portugal não tem dinheiro para alimentar grupos económicos privados, monopolistas, rentistas, que só vivem acima das nossas possibilidades», asseverou o deputado do PCP, dirigindo-se à ministra das Finanças, a quem lembrou que «enquanto o País se afundava na crise económica e social, saíram de Portugal (em lucros, dividendos e juros) 198 mil milhões de euros nos últimos oito anos».