Unidade nos transportes
Organizações sindicais do sector de transportes e comissões de trabalhadores das principais empresas vão hoje em cordão humano até à Assembleia da República, com dois temas prementes.
Os problemas nas empresas têm origem na política que todos combatem
As organizações representativas, que em vários momentos promoveram acções comuns nos anos mais recentes, reuniram-se no dia 12, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava/CGTP-IN). Aí decidiram «saudar todos os trabalhadores do sector e manifestar toda a solidariedade e apoio às lutas que se desenvolvem em cada empresa». Num breve documento de conclusões, divulgado pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, declaram ainda que consideram importante «manter um espaço de articulação e acompanhamento do que se passa em cada empresa, porque as medidas para cada uma inserem-se numa ofensiva mais vasta contra o serviço público de transportes, contra os trabalhadores e utentes».
Para transmitirem a sua análise das medidas com vista à privatização das empresas públicas de transportes e das respectivas consequências, e para manifestarem a sua posição sobre as implicações que, para o sector, decorrem da proposta do Governo de regulamento do Transporte de Passageiros, foi decidido pedir uma reunião à Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.
Este pedido de reunião vai ser entregue hoje, quinta-feira, por dirigentes e activistas que partem da Praça Luís de Camões, às 14h30, em cordão humano.
Uma nova reunião de organizações de trabalhadores de todo o sector ficou marcada para dia 30.
Congresso
«Continuam a existir potencialidades, a partir dos locais de trabalho, nomeadamente, de uma maior unidade entre os trabalhadores da mesma categoria profissional, mas fundamentalmente da mesma empresa, do mesmo sector de actividade e a nível nacional», assinala-se no projecto de Programa de Acção, que vai ser discutido este sábado, dia 21, na Voz do Operário, onde vai decorrer o 13.º Congresso da Fectrans/CGTP-IN.
A federação verifica igualmente que «é possível e em muitos casos verificou-se o aumento da sindicalização, acompanhado da ampliação da consciência de classe dos trabalhadores e com o consequente aumento da importância dos sindicatos, criando assim a possibilidade real de, através do aumento da unidade dos trabalhadores, reforçar os sindicatos, gerando assim melhores condições de luta contra a actual ofensiva».