Em defesa da escola pública
Estudantes do Básico e Secundário manifestaram-se, ontem, em várias cidades, contra a destruição da escola pública e pela demissão do Governo.
Os estudantes prometem continuar a luta
Falta de professores e funcionários, sobrelotação das turmas, insuficientes apoios da Acção Social Escolar, condições materiais e infra-estruturais precá- rias nas escolas – algumas com obras da Parque Escolar por acabar –, o elevado preço dos manuais escolares e das refeições, bem como a perda progressiva de qualidade do serviço e a privatização das cantinas, onde as há, foram algumas das situações denunciadas pelos alunos dos dois primeiros ciclos lectivos. As acções convocadas por várias associações de estudantes tiveram forte expressão nos distritos de Lisboa, com a marcha a partir do Saldanha rumo ao Ministério da Educação, Porto, Setúbal, Braga e Funchal. No final dos protestos, os estudantes aprovaram uma moção na qual responsabilizam a política de direita e os sucessivos cortes aplicados no ensino, assim como os partidos que a têm apoiado e executado (PSD, CDS e PS), pela degradação da escola pública e a ofensiva contra o seu carácter gratuito, democrático e de qualidade, conforme determina a Constituição da República. Consequências que, a manter-se a mesma orientação, tendem a agravar a situação nas escolas e a impedir os jovens de estudarem, como é seu direito, acrescentam. Por isso prometem continuar a lutar pelo investimento e adequado financiamento do ensino, pelo fim dos exames nacionais, do numerus clausus e em defesa da avaliação contínua, e por uma política que defenda a escola pública, gratuita e de qualidade.