Preocupações comuns
Jerónimo de Sousa encabeçou as delegações do PCP que, nos últimos dias, estiveram reunidas com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o bastonário da Ordem dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos.
O PCP está empenhado em defender o SNS e a escola pública
Nos dois últimos casos, esteve em destaque a preocupação existente em torno da degradação da qualidade do Serviço Nacional de Saúde nos termos em que este está consagrado na Constituição da República, ou seja, com o Estado a assumir não apenas o papel de financiador, mas sobretudo de prestador de serviços. Com a política seguida por sucessivos governos, e agravada pelo actual, o sector privado tem vindo a ganhar cada vez mais força e protagonismo.
Para o PCP existe o «perigo real» de que venha a existir um Serviço Nacional de Saúde «a duas velocidades», dependendo das condições sócio-económicas de cada utente. A não se travar essa tendência, alertou Jerónimo de Sousa, a saúde deixará de ser um direito, mas sim algo que quem necessitar de usufruir terá de pagar. O PCP encontrou na Ordem dos Médicos e na estrutura sindical aliados no combate em defesa do Serviço Nacional de Saúde. A defesa das condições de trabalho dos profissionais de saúde é, para o Partido, uma componente essencial da luta pela qualidade do Serviço Nacional de Saúde.
Na reunião com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o PCP reafirmou a necessidade de um Ensino Superior unificado, onde não haja qualquer desvalorização daquelas instituições, essenciais para manter a coesão territorial. Jerónimo de Sousa garantiu mesmo que esta solução terá que ser adoptada «mais cedo ou mais tarde». Entre as questões debatidas pelas duas estruturas, mereceu especial destaque as que se relacionam com o financiamento das instituições, essencial para garantir o seu normal e regular funcionamento, actualmente muito longe de estar assegurado.