Resposta na TST
A Fectrans tenciona realizar um plenário geral de trabalhadores da Transportes Sul do Tejo para preparar a resposta ao desfecho da negociação salarial que a administração estará a preparar, «em torno de um por cento, mais décima, menos décima».
Os representantes patronais propuseram 0,7 por cento e uma nova reunião para dia 27. No dia 21, quarta-feira, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações recusou que o facto de os salários acompanharem a variação da inflação signifique que não haja perda de poder de compra e lembrou, como já fizera uma semana antes, a redução dos custos com os salários, durante o ano de 2013. Em 2014, como no ano anterior, «os trabalhadores foram desumanamente espoliados de metade do valor do trabalho suplementar» e a empresa ainda «arrecadou uns largos milhares de euros, pertença dos trabalhadores, com a aplicação do “tempo de disponibilidade”».
A proposta da TST representa, no caso dos motoristas, mais 4,30 euros por mês ou 14 cêntimos por dia.
Nas contas de 2013, a actividade da empresa cresceu quatro por cento, mas os custos com pessoal diminuíram 3,37 por cento; o resultado líquido da TST (empresa do Grupo Arriva, que faz parte do universo da Deutsche Bahn) cresceu 112 mil euros (33 por cento) e «aos trabalhadores foram retirados 774 mil euros» (e não 74 mil, como por lapso referimos na edição de dia 15).