Alstom paga indemnização milionária

O grupo francês Alstom, construtor de infra-estruturas de energia e transporte, aceitou pagar 700 milhões de dólares contra o arquivamento de um processo de corrupção na Ásia, a decorrer nos Estados Unidos.

O acordo, noticiado dia 16 pela agência Bloomberg, prevê a maior penalização financeira jamais aplicada pelo Departamento de Justiça norte-americano em casos similares.

A Alstom era acusada de tentativa de suborno de responsáveis indonésios, incluindo um deputado, no início da última década, com vista a obter o contrato da construção da central de energia eléctrica, apelidada Tarahan, avaliado em 118 milhões de dólares.

Em 2012, a investigação fez buscas nos escritórios da Alstom na Indonésia, tendo constituído arguidos pelo menos quatro quadros da empresa.

O acordo permitiu desbloquear um negócio entre o grupo francês e a General Electric, que pretende adquirir várias actividades da Alstom, designadamente, a produção de turbinas a gás e a vapor e algumas áreas das energias renováveis.

Com base na lei sobre práticas de corrupção no estrangeiro (FCPA), as autoridades dos EUA podem investigar qualquer empresa que esteja cotada na bolsa norte-americana, assim como cidadãos e residentes no país.

Em 2008, o grupo alemão Siemens, concorrente da Alstom, teve de pagar 450 milhões à Justiça dos EUA, para regularizar um escândalo de corrupção à escala internacional. Mais tarde, a Siemens pagou mais 350 milhões de dólares ao regulador dos mercados financeiros (SEC).




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