Ataque sem precedentes
A política de austeridade traduziu-se «num ataque sem precedentes» aos direitos humanos, afirma o relatório da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH), a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos, fundada em 1922.
O documento, apresentado dia 18 em Atenas, considera que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional são responsáveis pelas violações às normas internacionais.
«Nesta crise, a maior desde a II Guerra Mundial, as instâncias internacionais agiram com o objectivo único de salvar o sistema bancário, sem ter em consideração os efeitos desastrosos para a população», afirmou o presidente da FIDH, Karim Lahidji.
No relatório, pode ler-se que «o que começou como uma crise económica e financeira transformou-se num ataque sem precedentes aos direitos humanos e aos padrões democráticos», na Grécia e noutros países que contraíram empréstimos internacionais.
O documento, que resulta de uma investigação realizada no terreno, sublinha que as medidas de austeridade afectaram «todos os direitos humanos», designadamente trabalho, saúde, educação, direitos políticos e liberdade de expressão.