PCP com quem combate
Uma delegação do PCP, de que fez parte o Secretário-geral, expressou publicamente o apoio e a activa solidariedade do Partido aos objectivos da manifestação. Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes (da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central), Margarida Botelho e Paulo Raimundo (membros da Comissão Política) saudaram a passagem de milhares de manifestantes na Rua do Ouro e desfilaram também para o Rossio, onde ouviram e aplaudiram as intervenções sindicais.
Em breves declarações à comunicação social, Jerónimo de Sousa destacou «a grande força e a grande importância» da manifestação, na qual milhares de trabalhadores resolveram participar, quer «para defender direitos fundamentais, como o direito à contratação colectiva ameaçada», quer para protestar «contra a continuação dos cortes nas horas suplementares, contra esta perspectiva de continuar a exploração e o empobrecimento de quem trabalha, do povo». O dirigente comunista considerou «inaceitável que, depois de tantos sacrifícios e tantos roubos, se continue a assistir a este galope contra direitos importantíssimos».
Foi com a luta que os direitos dos trabalhadores foram conquistados e é pela luta que são defendidos, salientou, a propósito dos sucessivos casos de reprovação de medidas do Governo pelo Tribunal Constitucional.
Jerónimo de Sousa reafirmou que o PR deveria demitir o Governo, dissolver a Assembleia da República e dar a palavra ao povo, convocando eleições legislativas antecipadas. Isso «seria uma medida democrática», já que «a situação, assim, é insustentável» e «quantos mais dias este Governo se mantiver, pior será». «O Governo já percebeu que está derrotado e que não tem futuro, mas ainda quer fazer muito mal», alertou Jerónimo de Sousa.
– A luta abre caminho
– Resposta à exploração e ao desastre
– Nas ruas do Funchal
– Ofensiva global na legislação laboral