Sindicatos defendem ferrovia pública

Delegações da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações da CGTP (FECTRANS) e da sua congénere das Comissões Obreiras de Espanha aprovaram, dia 11, em Madrid, a «Declaração Madrid-Lisboa», dirigida aos governos de ambos os países.

O documento conjunto defende um melhor serviço público, mais ligações transfronteiriças e opõe-se às políticas de liberalização e em particular as que constam nos quatro pacotes ferroviários.

As duas estruturas sindicais definiram propostas que visam contribuir para a melhoria da qualidade no transporte, aproximar a Península Ibérica do resto da Europa em termos ferroviários e fortalecer o sector nos dois países.

O texto rejeita qualquer ingerência na competência dos estados de organizar o transporte ferroviário, opõe-se à separação completa dos gestores de infra-estruturas e dos operadores ferroviários, e lança um apelo aos trabalhadores do sector ferroviário dos dois lados da fronteira para que «reforcem a unidade de acção em defesa de uma ferrovia pública, segura e de qualidade, assim como as condições de trabalho».

Abílio Carvalho, coordenador nacional do SNTSF/FECTRANS, citado pela Lusa, lembrou que o transporte ferroviário tem sido, nos últimos anos, «alvo de uma ofensiva brutal contra os trabalhadores», com o objectivo de desmantelar «um sector estratégico».

Por seu turno, Manuel Nicolás Taguas, secretário-geral do sector ferroviário da FSC-CCOO sustentou que «a ferrovia tem sido, é e deve continuar a ser um monopólio natural. Precisa de investimento inicial elevado e gastos de manutenção elevados. O que impede rentabilidade económica de forma imediata». Por isso, acrescentou, «a rentabilidade deve ser medida noutros termos, como a facilidade para o cidadão ou para o desenvolvimento regional».




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