Nazi-fascismo nunca mais!
«É importante relembrar que a ascensão do nazi-fascismo, nas suas várias expressões, foi apoiada e apadrinhada pelos monopólios durante a prolongada crise que sacudiu o capitalismo», sublinha o PCP a propósito do 69.º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo.
Em comunicado divulgado sexta-feira, dia 9, o Partido notou que «a Segunda Guerra Mundial é inseparável da ascensão ao poder do nazismo na Alemanha», o qual, por sua vez, «é inseparável da grande crise do capitalismo mundial que eclodiu em 1929», pelo que, conclui-se no texto, «o nazi-fascismo é, no plano histórico, a expressão mais violenta e terrorista da dominação e exploração capitalistas».
O PCP aproveitou igualmente a ocasião para salientar «o papel determinante da União Soviética, do povo soviético e do seu Exército Vermelho na derrota do nazi-fascismo», bem como «o papel determinante que os comunistas, os trabalhadores e outros patriotas de numerosos países desempenharam na resistência antifascista e na derrota do nazi-fascismo». De facto, frisa-se, «foi em território da URSS que tiveram lugar as gigantescas e decisivas batalhas que determinaram o desfecho da Segunda Guerra Mundial: Moscovo, Leninegrado, Estalinegrado, Kursk e muitas outras», pelo que «os povos de todo o mundo têm uma dívida de gratidão eterna para com o povo soviético que, com o sacrifício de mais de 20 milhões de vidas, deu o contributo decisivo para libertar a Humanidade da barbárie nazi.»
Ventre fértil
Para o Partido, «a nova situação resultante da derrota do nazi-fascismo abriu para os povos do mundo uma época de grandes avanços e conquistas políticas, económicas e sociais. Contribuiu decisivamente para o fim dos impérios coloniais que, ainda em 1945, oprimiam larga parte da Humanidade e para a criação dum Direito Internacional com princípios democráticos e pacíficos». Estes pilares da arquitectura do pós guerra são hoje postos em causa «como resultado da alteração da correlação de forças ocorrida no final do século passado e, consequente, com o reforço do poder do grande capital no plano mundial», ao que acresce «a ofensiva do imperialismo e a crise estrutural do capitalismo a que conduziram as suas próprias contradições», as quais «representam hoje, de novo, uma grave ameaça para a paz mundial e para os direitos dos trabalhadores e dos povos.»
«No momento em que se assinala o 69.º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo e o fim da Segunda Guerra Mundial, deve merecer séria preocupação, por parte dos comunistas e de todos os democratas e antifascistas, o perigo que representa para a democracia, liberdades e direitos o ascenso de forças de extrema-direita, xenófobas e fascistas na Europa, que são, de novo, promovidas pelo sistema e utilizadas pelo imperialismo como tropa de choque, como actualmente acontece na Ucrânia», alerta também o Partido, para quem «a luta contra o fascismo, o imperialismo e a guerra adquirem, assim, nos dias de hoje, uma particular importância e actualidade.»