Cuba contra manipulação
A inclusão de Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo, elaborada pelo Departamento de Estado dos EUA e publicada no passado dia 30 de Abril, é absurda e uma manipulação de um tema internacional sensível, transmitiu, a semana passada, a missão permanente de Havana ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
Na ONU, a representação diplomática exigiu ainda que a documentação na qual o governo norte-americano sustenta as suas alegações seja divulgada, que Washington cesse as acções unilaterais contra Cuba e respeite os princípios do Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas.
Logo que o relatório foi difundido, o governo cubano considerou a acusação norte-americana uma manobra política para justificar o bloqueio contra a ilha, que persiste há mais de meio século. Sublinhou, igualmente, que os EUA carecem de moral para apontar o dedo a outras nações uma vez que apoiam e patrocinam organizações e estados terroristas, e lembrou que o número de vítimas cubanas de actos terroristas coordenados a partir de Miami ascende a quase 3500 mortos e mais de dois mil feridos e estropiados.
A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) também se pronunciou sobre o tema, e em comunicado emitido dia 7 rejeitou a elaboração unilateral de listas por parte de Washington e salientou «o repúdio internacional e dentro dos EUA» que a inclusão de Cuba tem vindo a provocar.