Marés de protesto
Milhares de pessoas desfilaram, no sábado, 26, em Madrid, para protestar contra o desmantelamento dos serviços públicos, nas áreas da Educação, Saúde, Ciência e Serviços Sociais.
A jornada, organizada conjuntamente pelos movimentos Maré Branca (Saúde), Maré Verde (Educação), Maré Vermelha (Investigação) e Maré Laranja (serviços sociais), partiu no final da tarde da estação ferroviária de Atocha e percorreu num ambiente festivo as praças de Neptuno e Cibeles, tendo terminado na Porta do Sol com a leitura de uma declaração em defesa dos serviços públicos.
O texto explica ainda que «cada movimento saiu à rua pelas suas reivindicações e objectivos, mas partilham a defesa do sector público, a rejeição dos cortes e a exigência de recuperar os direitos retirados e o investimento que fortaleça serviços fundamentais para a cidadania».
Durante a marcha foram gritadas palavras de ordem como «Não aos cortes, nem às privatizações», «Sem Ciência, não há futuro», «Não ao lucro na Saúde».
Os manifestantes vincaram o seu protesto à passagem pelo Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, detendo-se ainda junto do Ministério da Educação, onde leram um texto «alertando para as consequências da reforma educativa» e condenando «o corte das bolsas e a deterioração da escola pública».
Frente ao Ministério da Economia, já perto da Porta do Sol, condenaram o corte no orçamento para a Ciência, que passou de cerca de 0,92 para 0,52 por cento do Produto Interno Bruto.
Na manifestação integraram-se os trabalhadores da fábrica da Coca-Cola atingidos por um processo de despedimento colectivo.