Direita mantém dois terços
Uma semana depois das legislativas na Hungria, os resultados definitivos, divulgados dia 12, confirmaram a maioria de dois terços ao partido de direita (pró-fascista) Fidesz.
A formação governativa de Viktor Urban elegeu 133 deputados em 199, com 45,1 por cento dos votos (2,25 milhões de sufrágios), resultado que o deixou longe dos 52,7 por cento e 2,7 milhões de votos obtidos há quatro anos.
A nova lei eleitoral, talhada à sua medida, foi assim decisiva para a manutenção do controlo absoluto do hemiciclo, apesar dessa vantagem ser agora de apenas um deputado.
Seguiram-se a coligação social-liberal com 24,7 por cento (1,3 milhões de votos e 38 deputados) e o Jobbik (extrema-direita), que obteve 20 por cento (um milhão de votos e 23 deputados), subindo 3,3 pontos em relação às últimas legislativas (16,7%, 855 mil votos).
Por último, os ecologistas (LMP), com 5,33 por cento (266 mil votos e cinco deputados), que ficaram aquém do último resultado (7,5%, 380 mil votos).
Os comunistas húngaros obtiveram 0,56 por cento (28 mil votos), contra 0,11 por cento (seis mil votos) em 2010, constituindo assim a quinta força mais votada, embora sem deputados eleitos.
Entre outras alterações, a nova lei eleitoral reduziu o número de deputados (de 386 para 199) e eliminou a eleição em duas voltas nos círculos uninominais, permitindo o apuramento directo do candidato mais votado.