PCP assinala 40 anos da Revolução

Os valores de Abril no futuro de Portugal

O PCP anunciou, na segunda-feira, 31 de Março, os elementos centrais do seu programa de comemoração da Revolução de Abril. Afirmar e projectar os seus valores é o objectivo central.

O PCP integra inúmeras comissões de comemorações populares

Numa nota do seu Gabinete de Imprensa, divulgada no último dia de Março, o PCP adianta algumas das iniciativas com as quais assinalará aquele que considera ser «um dos mais importantes acontecimentos da história de Portugal», a Revolução de Abril. À cabeça surge a edição de uma exposição, que será utilizada pelas diferentes organizações partidárias, bem como por outras estruturas que o solicitem. Trata-se da mostra que esteve patente ao público em Bruxelas, a partir da iniciativa dos deputados do PCP no Parlamento Europeu.

Em distribuição estará, durante o mês de Abril, um folheto específico no qual se recorda o que o fascismo representou de exploração, opressão e miséria, as profundas transformações alcançadas com Abril e o processo de restauração monopolista prosseguido desde 1976, por acção de sucessivos governos do PS, PSD e CDS (com a ingerência do imperialismo). No folheto aponta-se ainda a luta por uma alternativa patriótica e de esquerda como condição fundamental para repor os valores de Abril no futuro de Portugal.

A realização de debates é outra vertente do programa de comemorações do PCP. Para além do que teve lugar ontem ao final da tarde, sobre a Constituição da República Portuguesa (que abordaremos na próxima edição), estão previstos outros, sobre temas tão candentes como o poder local democrático, ensino e cultura, produção nacional, política de justiça e trabalho com direitos. Estas iniciativas realizar-se-ão ao longo do ano em várias regiões do País.

Um programa rico e multifacetado

Como é evidente, a imprensa do Partido não passará ao lado destas comemorações. Para além do tratamento específico que O Militante e o Avante! farão ao longo do ano, a nota de imprensa destaca particularmente a edição do Avante! de 24 de Abril, onde o tema será tratado em suplemento, que será alvo de uma venda especial.

No âmbito da CDU, realizar-se-ão duas grandes iniciativas com a participação de Jerónimo de Sousa: no dia 26 de Abril no concelho de Vila do Conde, distrito do Porto; e outra, no dia seguinte, em Loures, no distrito de Lisboa. Estas, como outras, serão orientadas para a afirmação das conquistas e valores de Abril e a «sua projecção enquanto elementos estruturantes de um Portugal de progresso, desenvolvido e soberano».

Ao nível editorial, será lançado no segundo trimestre do ano o V Tomo das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal, reunindo textos produzidos precisamente no período da Revolução. A 38.ª edição da Festa do Avante!, que tem lugar a 5, 6 e 7 de Setembro, dedica a estas comemorações a exposição do Pavilhão Central e o espectáculo de abertura do Palco 25 de Abril, na noite de sexta-feira.

O PCP sublinha ainda que estas comemorações «devem ser um tempo e um momento de afirmar, nas ruas e no País, a indignação e recusa pelo que estão a fazer ao nosso povo e a Portugal, à sua história e ao seu futuro, um momento de resistência e luta contra esta ofensiva reaccionária».




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