PCP protesta para Público

O PCP, numa missiva assinada por Carina Castro, membro do Comité Central e responsável pelo Gabinete de Imprensa do Partido, enviou à directora do Público um protesto relativo ao teor da rubrica «Sobe e Desce» da edição de 27 de Março, onde se afiança que «só o PS e o BE respeitaram a lei da paridade, colocando o número suficiente de mulheres para cumprir esse objectivo». O PCP, que exige que a direcção do jornal se retrate de conclusões «não só infundadas como absolutamente falsas e manipuladoras da opinião dos seus leitores», garante que a lista da CDU apresenta uma «absoluta igualdade no número de mulheres e homens na sua lista».

Não deixando de lembrar que o Público optou por não noticiar a apresentação da lista da CDU, realizada em Lisboa no passado dia 23 de Março, a dirigente comunista recorda a composição dessa mesma lista, reenviada aliás em anexo para a redacção do jornal: «dos 21 candidatos efectivos, 10 são mulheres e 11 são homens; desses, nos cinco primeiros lugares, três são mulheres e dois são homens». Já no que diz respeito aos candidatos suplentes, «quatro são mulheres e quatro são homens». Fazendo as contas, entre candidatos efectivos e suplentes, a CDU apresenta 15 homens e 14 mulheres. «Não vislumbramos, portanto, como se pode concluir que a CDU não respeita a Lei da Paridade.»

Optando por não entrar na discussão de se a um número maior de mulheres corresponderá efectivamente uma maior representação em defesa dos seus direitos, Carina Castro recorda que o Público ignorou o relatório apresentado no Parlamento Europeu por Inês Zuber (deputada e segunda candidata da CDU) precisamente sobre os direitos das mulheres. Não pretendendo, tão pouco, debater a questão em termos estritamente legais, a dirigente do PCP sublinha que, aparentemente, o Público «desconhece o que é a Lei da Paridade».




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