Agressão imperialista à Síria

Química da guerra dissolve-se

A Síria já destruiu ou enviou para inutilização cerca de 35 por cento do seu arsenal químico. A informação foi divulgada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas, que considera o facto «um bom desenvolvimento» no processo acordado entre os EUA e a Rússia no final do ano passado, e que retirou aos norte-americanos argumentos para desencadearem uma intervenção militar directa na Síria.

No terreno, as Forças Armadas Sírias garantem que continuam a expulsar grupos armados em Alepo, no Norte, e em Deraa, no Sul, junto às fronteiras com a Turquia e a Jordânia, respectivamente, e na região de Damasco, nomeadamente nas áreas industrializadas e nas mais próximas do Líbano.

Não obstante, o saldo de vítimas civis resultantes das sortidas de bandos mercenários não param de aumentar, denunciam ainda as autoridades. O facto mostra que a estratégia de guerra terrorista prossegue a par da tentativa de alastramento do conflito ao Líbano e do envolvimento dos palestinianos naquele.

Quanto ao primeiro aspecto, realce-se o lançamento, segunda-feira, 3, de mísseis a partir de território sírio contra zonas controladas pelo Hezbollah. Antes, Israel efectuou bombardeamentos contra posições da organização no Sul do Líbano.

Já no que respeita aos palestinianos, salienta-se os combates desencadeados este-fim-de-semana por membros da Frente al-Nusra, vinculada à Al-Qaeda, no campo de refugiados de Yarmuk, em Damasco, iniciativa que fez fracassar o cessar-fogo acordado entre as facções palestinianas locais com o apoio sírio, considerou a Frente Popular para a Libertação da Palestina, citada pela Prensa Latina.

A infiltração dos extremistas islâmicos no campo interrompeu também a distribuição de ajuda humanitária e a evacuação de doentes e feridos, provocando a crescente degradação da calamitosa situação em Yarmuk.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria acusou Ban Ki-moon de pôr em causa de forma pouco objectiva os esforços de Damasco para a resolução do conflito na Conferência de Paz de Genebra II, bem como de fazer uma leitura parcial sobre os obstáculos colocados à prestação de ajuda humanitária à população síria. O secretário-geral das Nações Unidas deveria, pelo contrário, insistir na erradicação do terrorismo e na crítica aos estados que o apoiam como fundamentais para a pacificação do território e da região, concluiu.




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