Jerónimo de Sousa visitou Hospital Garcia de Orta

SNS está a ser destruído aos poucos

Foto LUSA

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Jerónimo de Sousa integrou a delegação do PCP que, na passada semana, visitou o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, onde teve oportunidade de se reunir com a administração e com representantes de sindicatos com intervenção no sector da Saúde. Muito embora a visita ao hospital tenha tido lugar num momento em que o seu serviço de urgência tem dado que falar devido ao elevado tempo de espera de muitos utentes, Jerónimo de Sousa salientou, em declarações aos jornalistas, que sendo este um problema significativo, a razão de ser da sua existência situa-se a montante, nomeadamnte numa rede de cuidados primários insuficiente e no encerramento de inúmeros serviços de proximidade, que empurram muita gente para as urgências.

«Vêm para o hospital sem alternativa, porque a única alternativa é morrerem», afirmou o Secretário-geral do PCP, após lembrar que o HGO serve 350 mil pessoas, muitas das quais deixaram de ter médico de família e viram muitos centros de saúde encerrar ou diminuir drasticamente as suas valências e horários de funcionamento. Particularmente afectados por todos estes cortes são os sectores mais vulneráveis da população, como os idosos, acrescentou.

Para Jerónimo de Sousa, a situação que se vive actualmente naquela unidade hospitalar mostra que, como os comunistas têm vindo a afirmar, a destruição do Serviço Nacional de Saúde não se fará através de um decreto que diga «fim do SNS», mas por via dos sucessivos cortes orçamentais e da precariedade das relações de trabalho. Relativamente a esta última questão, o dirigente comunista criticou a liquidação de carreiras, o aumento dos horários de trabalho e os cortes brutais nos vencimentos e direitos dos trabalhadores, alertando para as consequências que medidas desta natureza certamente terão na motivações dos trabalhadores, podendo mesmo levá-los a abandonar o SNS. O respeito pelos direitos dos profissionais constitui mesmo um «bem precioso» para garantir o Serviço Nacional de Saúde, garantiu Jerónimo de Sousa.

O Secretário-geral do PCP afirmou ainda a necessidade de uma nova política de Saúde, que respeite os trabalhadores do sector e os seus direitos e mantenha e reforce os serviços de proximidade fundamentais, lembrando que estas são opções que se encontram consagradas na Constituição da República.

Faziam parte da delegação do PCP, para além de Jerónimo de Sousa, os membros da Comissão Política Jorge Pires e Margarida Botelho, a deputada Paula Santos e os presidentes das câmaras municipais de Almada e Seixal, respectivamente Joaquim Judas e Joaquim Santos. 



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