«Saúde 24» deve ser pública
A linha «Saúde 24», como serviço público que atende e encaminha utentes do SNS, deve ser integrada no sector público administrativo e os vínculos dos seus trabalhadores devem ser regularizados e salvaguardados, defendeu na segunda-feira a CGTP-IN, numa nota em que manifestou solidariedade para com a luta que ali está a ser travada. Esta «também é a nossa luta contra este “modelo”, que está a pôr em causa e a degradar o Serviço Nacional de Saúde, a qualidade do emprego e a aumentar a exploração e as desigualdades».
Os trabalhadores, na maioria, enfermeiros, organizados no SEP e numa comissão informal representativa, realizaram uma greve das 16 horas de sexta-feira, às oito horas de segunda-feira. Como se recorda na nota da Intersindical, a gestão da linha foi concessionada pelo Governo a uma empresa privada, pelo critério do valor mais baixo. A empresa LCS, «para manter a sua margem de lucro, impôs aos trabalhadores uma redução salarial», baixando o valor da hora de serviço.
A luta contra este corte foi acompanhada da exigência de regularização dos vínculos precários, que afectam há vários anos praticamente todos os trabalhadores da Saúde 24.
A estes objectivos juntou-se a rejeição de mais de uma centena de despedimentos, quer por não renovação de contratos, quer por não atribuição de turnos.