Colocação não é negócio

A co­lo­cação de de­sem­pre­gados tem que con­ti­nuar no ser­viço pú­blico de Em­prego e este deve ser do­tado do nú­mero de fun­ci­o­ná­rios ne­ces­sá­rios, bem como dos meios téc­nicos e fi­nan­ceiros ade­quados ao cabal de­sem­penho das suas fun­ções.

Ao de­fender pu­bli­ca­mente esta po­sição, no dia 15, a CGTP-IN re­agiu a re­centes afir­ma­ções sobre a in­tenção do Go­verno de des­viar para em­presas pri­vadas a co­lo­cação dos de­sem­pre­gados não sub­si­di­ados que estão nos ser­viços pú­blicos de em­prego, a co­meçar pelas áreas me­tro­po­li­tanas de Lisboa e do Porto.

Entre os de­sem­pre­gados não sub­si­di­ados estão os mais jo­vens e mais fa­cil­mente em­pre­gá­veis. Ora, o «Work Pro­gramme» do Reino Unido, re­fe­rido como ex­pe­ri­ência ins­pi­ra­dora da in­tenção do Go­verno, apenas abarcou uma pe­quena parte dos de­sem­pre­gados e re­velou que «as em­presas co­lo­ca­doras ig­noram quase por com­pleto os de­sem­pre­gados com mai­ores di­fi­cul­dades». Por outro lado, os em­pregos são na sua mai­oria pre­cá­rios e os sa­lá­rios são baixos.

«O que está em causa é a pri­va­ti­zação de parte da ac­ti­vi­dade do IEFP», para «criar uma área de ne­gócio à custa dos di­nheiros dos con­tri­buintes e da ex­plo­ração de de­sem­pre­gados». A CGTP-IN en­tende que «não há ne­nhuma razão que jus­ti­fique esta opção por­quanto a co­lo­cação de de­sem­pre­gados no mer­cado de tra­balho de­pende, ex­clu­si­va­mente, da cri­ação de em­pregos.

«Se há de­fi­ci­ên­cias no fun­ci­o­na­mento dos Cen­tros de Em­prego e, con­se­quen­te­mente, na co­lo­cação de de­sem­pre­gados, estas têm que ser re­sol­vidas» e não podem servir de «álibis para per­mitir a pri­va­ti­zação e o lucro à custa dos de­sem­pre­gados».




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