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As populações sabem que é na CDU que podem confiar
Para o primeiro candidato da coligação PCP-PEV à Câmara Municipal de Avis, a confiança no reforço da maioria que a CDU detém nos órgãos municipais advém do facto de «os seus eleitos e o trabalho que realizam serem valorizados», ao que acresce a comprovada «honestidade com que exercem os seus mandatos e a reconhecida competência no desempenho das suas funções.
«Porque as populações sabem que é na CDU que podem confiar para defender os seus direitos e interesses, e é na CDU que têm encontrado o apoio às suas justas reivindicações, à sua luta em defesa dos serviços locais, das freguesias, da justiça, da educação, ou do direito à saúde que lhes querem roubar», sublinhou ainda Nuno Silva na intervenção de apresentação das candidaturas da CDU ao concelho alentejano.
A defesa dos serviços públicos e os combates travados contra o encerramento de valências locais nas áreas da Educação, Saúde ou Justiça, garantem, igualmente, que é na CDU que reside a força para contrariar a ofensiva contra-revolucionária de sucessivos governos PSD e PS, com ou sem o CDS. Política de direita que, adiantou Nuno Silva, também se tem traduzido, ao longo dos anos, «numa persistente obra de derrocada do Poder Local Democrático que conduz à limitação da autonomia, à asfixia financeira, à amputação de recursos que resulta na redução da capacidade das autarquias em responder às necessidades das populações».
«A lista das malfeitorias praticadas contra os municípios e as freguesias é longa e antiga: o sistemático incumprimento da Lei de Finanças Locais, a subversão do regime laboral da função pública e a retirada de direitos e roubo de salários aos trabalhadores, a atribuição de competências sem os recursos financeiros para as satisfazer ou, mais recentemente, a retirada de competências para as entregar a estruturas supra-municipais, a eliminação de mais de mil freguesias, talvez procurando ganhar balanço para passar à extinção de municípios», sintetizou ainda o vice-presidente da CM de Avis e cabeça de lista da CDU. «Na essência, do que se trata é de destruição de serviços públicos, é do empobrecimento dos trabalhadores, é de preparar e procurar obrigar à privatização de serviços, é de reduzir a participação popular e empobrecer a democracia», alertou.
Sérios compromissos
A extinção de freguesias aplicada pelo executivo PSD/CDS liquidou duas unidades administrativas territoriais no concelho de Avis, isto apesar da cerrada oposição da CDU e do povo do concelho. Por isso, Nuno Silva garante que «nunca nos daremos por vencidos. A luta contra este atentado (…) não cessará até ao dia em que todas as freguesias sejam restauradas».
Assegurada pela CDU está, também, a defesa dos trabalhadores e dos seus direitos. Com destaque para os que trabalham nas autarquias locais, vítimas de medidas governamentais como «a redução dos salários, a diminuição de direitos em matéria de proteção social e acesso à reforma, um sistema de avaliação cujo único intuito é criar novas dificuldades de progressão na carreira, a alteração das carreiras com consequente desvalorização das mesmas e fragilização dos vínculos laborais, o surgimento de dificuldades para o exercício de direitos cívicos e sindicais, entre tantas outras alterações de denominador negativo».
Nesse sentido, considerou Nuno Silva, «quem assim age, não conhece o papel insubstituível que os trabalhadores da Administração Local, e nomeadamente os do Município de Avis, desempenham na construção de um concelho e de uma vida melhor». Pelo contrário, a CDU manifesta a todos eles «o seu reconhecimento» e reitera que «poderão contar sempre connosco», finalizou.
Gestão participada
Na apresentação dos candidatos da CDU, o cabeça de lista da coligação, Nuno Silva, resumiu o eixo estruturante para o próximo mandato. «O nosso trabalho autárquico deverá basear-se no seu carácter profundamente democrático, expresso em formas de gestão e de exercício do poder que fomentem a proximidade às populações e a sua mobilização para a participação na vida local», afirmou.