Mais progresso e desenvolvimento para Montemor-o-Novo

Ajudar a resolver os problemas das pessoas

Terra de gente nobre, da história às artes, terra do povo que resistiu e resiste, de trabalhadores e de trabalho, de gente que sempre saiu à rua nos momentos decisivos da história da nossa cidade e do nosso concelho, pelo progresso e o desenvolvimento.

É aos montemorenses, primeiros e principais destinatários da nossa intervenção e do nosso trabalho, que reiteramos o nosso reconhecimento e com quem assumimos o nosso compromisso», disse Hortênsia Menino, cabeça de lista da CDU à Câmara de Montemor-o-Novo, na apresentação da sua candidatura.

Ao Avante!, a candidata afirmou que a CDU é a força política que melhor defende os destinos de Montemor-o-Novo e prometeu um concelho «coeso, solidário, com mais progresso e desenvolvimento». «Nós vamos continuar a trabalhar para que isso aconteça», afirmou.

«O Poder Local é a primeira e a última porta a que os munícipes vão bater»

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Hortênsia Menino, 36 anos, é cabeça de lista da CDU à Câmara de Montemor-o-Novo. «Nascida e criada neste concelho, aqui fiz o ensino secundário. Depois fui estudar para Lisboa, onde fiz a licenciatura em Geografia e Planeamento Regional. No entanto, sempre tive a perspectiva de poder voltar e dar um contributo, com o meu trabalho, para o desenvolvimento desta terra», confessou, revelando: «Estive ainda a dar aulas de geografia em Évora e depois aqui, em Montemor-o-Novo. Depois surgiu a possibilidade de vir para a Câmara Municipal, primeiro como apoio à vereação, que foi um trabalho muito importante de aprendizagem do que era o trabalho autárquico, sendo que já nessa altura era também eleita na Junta de Freguesia de Silveiras».

«A experiência de trabalho no executivo da junta de freguesia foi muito enriquecedora. De facto, este poder de proximidade, de apoio e de possibilidade para concretizar e ajudar a resolver os problemas das pessoas, é muito importante», acrescentou.

Mais tarde, da discussão colectiva, chegou-se à conclusão que Hortênsia Menino deveria integrar as listas da CDU para a Câmara Municipal, o que aconteceu em 2005, em 2009 e agora, em 2013. Com a saída de Carlos Pinto de Sá, no dia 1 de Dezembro de 2012, assumiu a presidência da autarquia.

«É um enorme desafio», confessou a candidata, valorizando o «grande património de trabalho» alcançado ao longo dos últimos anos. «Montemor-o-Novo tem, de facto, uma intervenção com mais de 37 anos. Obviamente, queremos dar continuidade a este projecto, para que os montemorenses continuem a qualidade de vida que tiveram até agora», destacou Hortênsia Menino.

 


Reposição de freguesias

Uma das prioridades da CDU para o próximo mandato será a defesa do Poder Local, com a reivindicação da reposição das freguesias extintas, assim como dos serviços públicos encerrados. «Temos assumido um papel reivindicativo de tomada de posição política, e vamos continuar a fazê-lo. Há uma outra perspectiva, que passa pela mobilização da população, com as juntas de freguesia do concelho e com o movimento de utentes. Estas questões, quer a defesa e a manutenção dos serviços públicos, quer a manutenção das dez freguesias, são extremamente importantes para o desenvolvimento de Montemor-o-Novo», destacou Hortênsia Menino.

Neste concelho, relativamente à extinção de freguesias, há duas situações distintas. Serão agregadas duas freguesias urbanas com uma rural e, noutra União, duas freguesias de territórios contíguos.

«Por aquilo que se conhece, vai haver uma redução de verbas para as autarquias, o que significará mais dificuldades para continuar com o mesmo nível de prestação de serviços. É nosso compromisso mantermos os serviços administrativos e operacionais tal como estão. Mas isso pode não ser possível», advertiu a candidata, que não concorda com o consequente «distanciamento dos eleitos face à realidade local».

«A futura União das Freguesias do Bispo, Vila e Silveiras terá um terço da área do concelho e dois terços da população, o que exigirá a permanência de eleitos a tempo inteiro. Mas isso não significa que haja maior facilidade de contacto com a população, antes pelo contrário», salientou Hortênsia Menino.

Redução de verbas

A Câmara de Montemor-o-Novo, a par das do resto do País, tem sido fustigada pela redução de verbas por parte do Poder Central. Só no último mandato foram cinco milhões de euros. Este valor, segundo Hortênsia Menino, permitiria, por exemplo, «dar resposta a um conjunto de projectos» na área da recuperação e da rede viária, assim como no maior apoio ao movimento associativo. «Cinco milhões de euros em quatro anos é um valor muito significativo», destacou.


Dar continuidade ao projecto da CDU


Para Hortênsia Menino, «mais do que nunca», é uma «responsabilidade e um compromisso» dar continuidade ao projecto da CDU, «renovando alguns aspectos e formas de trabalho», dando-lhe «um carácter inovador», de forma a adaptar «aquilo que são as exigências e as necessidades de respostas que temos hoje em dia».

«Com o agravamento da situação social, o Poder Local é, muitas vezes, a primeira e a última porta a que os munícipes vão bater para procurar respostas aos seus problemas. Vamos ter de, mantendo aquilo que são os nossos princípios, da defesa dos serviços públicos e da participação popular, reinventar novas formas de trabalho, adaptar-nos a estes tempos», salientou.

Poder de transformar

«Mas quais as características principais de um autarca e o que distancia um eleito da CDU do de outras forças políticas?».

«Para já o profundo conhecimento da realidade e da situação social, a proximidade à população e o conhecimento dos seus anseios, das suas aspirações. Depois, ter a capacidade de poder transformar essas aspirações e anseios em realidades e concretizações. Não é só aquilo que depende directamente das intervenção da Câmara Municipal, mas também na reivindicação ao Governo. Nós somos eleitos para defender a nossa população, portanto, temos de ter sempre uma postura activa, pró-activa e, sobretudo, reivindicativa, e não deixar que, a coberto das políticas nacionais, Montemor-o-Novo e os montemorenses possam ser penalizados», respondeu Hortênsia Menino.


Eixos de intervenção

Em Montemor-o-Novo, como no resto do País, são muitos os problemas que abalam as populações, destacando-se, pela negativa, o desemprego, os baixos salários e reformas. «A autarquia não consegue, por si só, responder a estes problemas, mas pode ter uma intervenção que queremos que seja concretizada, através da rede social, que congrega um conjunto de instituições, que podem potenciar as respostas que já existem», afirmou Hortênsia Menino, considerando que este trabalho pode ser mais «aprofundado, congregando sinergias, acções, equipamentos e possibilidades de resposta».

«Nós temos, desde 2009, o Programa Mor Solidário, que tem vários eixos de intervenção, que apoio instituições, alunos carenciados, e que garante uma resposta sustentável. Não é uma acção pontual, antes um projecto estruturado, que tem uma sequência e verbas previstas anualmente», descreveu a candidata.

Criar emprego

Com o objectivo de minimizar os impactos da crise, provocada por quem tem estado nos sucessivos governos, a atracção de empresas, não sendo uma responsabilidade da autarquia, é um objectivo central da CDU, porque «Montemor-o-Novo tem um conjunto de factores, de riquezas locais, que podem ser aproveitadas».

«Estamos a fazê-lo através da criação de infra-estruturas de suporte à instalação de empresas. Nesse sentido, inaugurámos um centro de acolhimento para as micro e pequenas empresas, invertendo aquilo que é a política nacional», informou Hortênsia Menino.

«Outra forma de atrair investimento é, por um lado, a participação em redes regionais e nacionais de promoção dos territórios, e, por outro, apostar naquilo que é a formação e qualificação das pessoas», completou, anunciando a intenção de «começar a fazer um trabalho conjunto com os produtores locais», que poderá resultar na instalação de um Matadouro na região. «Montemor-o-Novo continua a ser um dos concelhos do País que mais carne produz, portanto, temos que tentar potenciar esse factor», acrescentou.

Melhores  infra-estruturas

Outra componente que a CDU quer aprofundar passa pelo perímetro de rega da Barragem dos Minutos, que «nos últimos anos tem tido um grande potencial de crescimento». «Vai ser importante perceber a possibilidade de criar uma infra-estrutura que permita um melhor aproveitamento ligado à transformação da parte hortícola e horto-frutícola, de modo a deixar aqui alguma riqueza», salientou. «Depois temos o montado, uma das nossas maiores riquezas que é importante valorizar e potenciar», disse ainda, referindo-se à Herdade da Adua, «onde se pretende desenvolver um trabalho diferente do ponto de vista da gestão do montado». 

Projectos inovadores

Ainda que o Programa Eleitoral esteja em construção, estando a CDU a realizar, por todo o concelho, um conjunto de acções públicas de recolha de contributos e de opiniões, existem questões prementes que necessitam de ser concretizadas, nomeadamente as novas instalações para a Oficina da Criança, um projecto que tem mais de 30 anos. «Continua a ser um projecto inovador, que tem sido reconhecido a nível nacional, mas que precisa, neste momento, de um espaço que se adapte às exigências actuais», afirmou Hortênsia Menino.

Também o Castelo e o Convento da Salvação necessitam de uma intervenção, existindo a intenção de ali criar um Centro Nacional de Artes Transdiciplinares, numa parceria que envolveria a Câmara Municipal, o Estado, através da Direcção Regional da Cultura, e o Espaço do Tempo. «Queremos reforçar ainda mais a cultura como factor de desenvolvimento do concelho e de afirmação de Montemor-o-Novo», salientou a candidata.  Outra desafio que a CDU tem pela frente, adiantou, «é a concretização do Plano Director Municipal, que vai implicar uma ampla mobilização e uma profunda discussão daquilo que são as linhas orientadoras do desenvolvimento do  concelho». 

PS e PSD sem alternativas

Para que tudo isto seja possível, o reforço da CDU, nas próximas eleições autárquicas, é fundamental. «O reforço da CDU significa uma ruptura com esta política nacional, ao contrário de outras candidaturas, do PS e do PSD, que estão comprometidas com o pacto da troika e que não conseguirão apresentar aos montemorenses alternativas que sejam viáveis e sustentáveis do ponto de vista do desenvolvimento», sublinhou Hortênsia Menino.

Dirigindo-se aos trabalhadores da autarquia, a candidata garantiu a continuação do cumprimento e da defesa dos direitos dos trabalhadores. «Houve, nos últimos tempos, alguns aspectos fundamentais que nos distinguem de outras autarquias geridas pelo PS, nomeadamente na aplicação da Opção Gestionária, que, no caso de Montemor-Novo beneficiou 160 trabalhadores», explicou, referindo-se ainda, por outro lado e mais recentemente, ao «pagamento integral do subsídio de férias a todos os trabalhadores, cumprindo aquilo que foi o acórdão do Tribunal Constitucional e o Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas».




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O Avante! foi falar com Sílvia Pinto, cabeça de lista à Câmara Municipal de Arraiolos, que prometeu, numa mensagem dirigida à população, continuar a apostar no acesso à cultura e ao desporto, no movimento associativo e no diálogo com todos os agentes do concelho.

Prosseguindo o trabalho realizado, não serão esquecidos os mais jovens e os mais idosos, através da modernização dos equipamentos existentes (creches, jardins-de-infância, escolas, centros de convívio e de dia, lares, centros culturais e sociais).

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