O postal de Cavaco
A propósito do momento em que, durante a visita às Ilhas Selvagens, Cavaco Silva foi aos Correios enviar um postal à sua mulher, a Fectrans lembrou o processo de privatização dos CTT, cujo modelo foi aprovado pelo Governo no dia 25 de Julho. «A pergunta que deixamos é se o Presidente, suporte deste Governo recauchutado, nessa altura se lembrou de que estava a utilizar um serviço público», afirma a federação. Numa nota publicada dia 26, a Fectrans expressou «a certeza de que, se os CTT não fossem públicos, não havia aquele serviço nas Ilhas Selvagens» e apelou a que o PR, «na altura de se pronunciar sobre esta matéria, não se esqueça desse momento».
A federação reafirma que, «entretanto, a defesa do serviço público de Correios faz-se com a continuação e reforço da luta dos trabalhadores e populações».
No próprio dia da decisão do Conselho de Ministros, a Fectrans alertou que «este Governo PR/CDS/PSD, em cada dia que se mantiver em funções, procurará executar aquilo que a luta dos trabalhadores e das populações tem impedido», mas «será essa mesma luta que defenderá os CTT, como empresa pública, ao serviço dos populações e do País». «Contra este roubo, na forma de privatização de uma empresa que, no ano passado, teve um lucro de 38 milhões de euros que reverteram para o Orçamento do Estado», a Fectrans afirma que «tudo fará para mobilizar os trabalhadores e populações».
Contestar a privatização foi o objectivo de uma jornada dos trabalhadores dos CTT no Entroncamento, dia 25, com greve, concentração frente à estação dos Correios e recolha de assinaturas.