Jornadas Parlamentares do PCP

… a careca de um plano malévolo

Afinal para que tem servido o pacto de agressão? Terá cumprido algum dos objectivos enunciados pelos que o subscreveram e justificaram? A estas questões respondeu com objectividade o PCP nas suas Jornadas Parlamentares, sustentando que o pacto não só não resolveu nenhum problema estrutural como funcionou até agora como decisiva peça em favor do capital financeiro e especulativo, o qual, recorda, «acumulou milhares de milhões de euros, directamente do Orçamento do Estado ou por via do agravamento da exploração de quem trabalha».

E este, verdadeiramente, é que foi sempre o plano, afiança o PCP, sublinhando que «o pacto com que se cortaram salários, pensões, prestações sociais e funções sociais do Estado - porque tudo isso “estava acima das possibilidades do País” - é o mesmo pacto que manteve intactos os contratos swap onde se esvaem milhares de milhões de euros dos nossos impostos para os cofres da banca nacional e estrangeira».

Passados dois anos sobre a assinatura do chamado memorando fica assim claro, concluíram os deputado do PCP nas suas Jornadas, que afinal o défice, o endividamento público e o serviço da dívida – os grandes problemas que justificaram a assinatura do pacto de agressão e que este havia de resolver – continuam de pantanas, afinal «o défice não se reduziu nem está controlado, a dívida pública cresceu e os juros mantêm-se em níveis insuportáveis».

Outro ponto central é o do desemprego, que «não pára de aumentar e bater recordes», e que do ponto de vista do PCP «não é um dano colateral do pacto» mas sim «uma peça central da sua estratégia». É que, como observou Bernardino Soares aos jornalistas, «sem promover o desemprego o Governo não conseguiria impor a redução de salários, a desregulação de horários de trabalho, a degradação das condições de trabalho ou o corte na protecção social aos trabalhadores». E por isso, acrescentou, é que o Governo «continua a promover o desemprego apontando a perspectiva de despedimento de milhares de trabalhadores da Administração Pública».



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