Pôr o País a produzir
«Sem mais produção não há mais riqueza, nem mais emprego, o País não se desenvolve e a dívida não se paga».
Estaleiros de Viana têm importância vital para a região e o País
Foto LUSA
Este é um axioma que o PCP não se tem cansado de enunciar e que o leva a concluir, pois, pela absoluta necessidade de pôr o País a «produzir mais», condição de base para sair da situação em que a política de direita o atolou.
O que é exactamente o contrário do que faz o Governo, como bem ilustra o caso dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, onde prossegue uma estratégia com vista ao seu desmantelamento e destruição. Este é um tema que de resto o PCP desde há muito acompanha de perto e que voltou a estar muito presente nestas Jornadas, tendo os deputados comunistas inclusive promovido uma reunião onde estiveram mais de duas centenas de trabalhadores.
Ainda na passada semana os Estaleiros de Viana foram levados de novo ao plenário pelo deputado comunista Honório Novo numa declaração política em nome da sua bancada onde expressou rejeição absoluta pelo cenário de liquidação e pelas opções advogadas pelo Governo.
Na linha, aliás, da oposição frontal assumida nas Jornadas quanto a essa pretensa solução anunciada pelo Governo há 15 dias e que na opinião do PCP apenas visa «abrir as portas à liquidação de uma empresa única na área da construção naval em Portugal».
Exigindo do Executivo a sua «reanálise urgente», Bernardino Soares defendeu que é preciso «avaliar e responsabilizar as administrações dos ENVC ao longo dos últimos anos, auditando de forma rigorosa e completa a qualidade, legalidade e eficiência da gestão empresarial dos ENVC». Com esse objectivo apresentara já o PCP uma proposta na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças para que a Inspecção Geral de Finanças realize uma auditora à gestão dos ENVC, pelo menos na última década, proposta agora reiterada nas Jornadas.