Expressão da democracia interna
Realizou-se, no passado dia 9, a IX Assembleia da Organização Concelhia de Valongo do PCP. Tratou-se de um momento alto da vida da organização partidária local que, dois anos decorridos desde a assembleia anterior, voltou a reunir para proceder a um balanço do trabalho realizado e à definição das orientações para a intervenção futura e para eleger uma nova Comissão Concelhia. Os cerca de 80 participantes, no debate realizado, abordaram um conjunto muito abrangente de temas, desde os aspectos relacionados com a própria organização partidária até à análise da realidade local e nacional.
Na intervenção de abertura, Belmiro Magalhães, da DORP e do Comité Central, referiu que esta assembleia não se limitou a este dia de trabalhos, mas a todo um processo preparatório que decorreu ao longo dos últimos meses, envolvendo os organismos, organizações e militantes do Partido. O dirigente comunista qualificou de «globalmente positiva, mas ainda aquém das possibilidades e das necessidades» a intervenção levada a cabo no concelho nos últimos dois anos. Para Belmiro Magalhães, há que promover o aperfeiçoamento do trabalho colectivo, a responsabilização de novos quadros e o recrutamento de novos militantes.
A importante intervenção realizada pela CDU no município – dando voz aos problemas das populações, combatendo o processo de extinção de freguesias e opções desastrosas como a privatização de serviços e equipamentos municipais e a recente adesão ao PAEL – foi valorizada por Adriano Ribeiro, membro da Comissão Concelhia e eleito na Assembleia Municipal. Para as próximas eleições autárquicas, o eleito deixou o desafio: se com apenas um eleito na Assembleia Municipal tanto foi feito, o que não seria se a CDU tivesse representação na Câmara Municipal?
Igualmente membro da Comissão Concelhia, Avelino Sousa alertou os presentes para a necessidade de reforçar a recolha de fundos, com destaque para as quotas. No que respeita a outras tarefas de organização, Adelino Soares (que integra também a Comissão Concelhia) reforçou o apelo para que sejam corrigidos alguns aspectos mais rotineiros do funcionamento das organizações partidárias, sublinhando a existência de condições para uma melhor dinamização e rentabilização dos três centros de trabalho que o Partido tem neste concelho.
Um pequeno mas significativo exemplo das potencialidades existentes de reforço do Partido foi dado na assembleia por António Rocha, da célula da Câmara: na última banca de venda do Avante! realizada nas Oficinas da Câmara foram vendidos, em apenas uma hora, mais de 15 jornais, o que demonstra claramente o interesse dos trabalhadores em conhecerem as posições do Partido. Joaquim Delgado, da Comissão Concelhia, valorizou a existência na organização do Sobrado, pela primeira vez em muito tempo, de uma estruturação da organização partidária, com reuniões mensais, recolha de quotas regularizada e venda semanal da imprensa.
Na intervenção de encerramento, Jaime Toga, da Comissão Política, considerou a realização desta assembleia como um contributo para a concretização das orientações do XIX Congresso do Partido. Para o dirigente comunista, o PCP cumpre um papel indispensável e insubstituível na resposta ao pacto de agressão das troikas nacional e estrangeira, afirmando propostas de ruptura necessárias ao desenvolvimento do País.
A Comissão Concelhia, eleita por unanimidade, é composta por 21 elementos, sete dos quais eleitos pela primeira vez.