O Partido reforça-se

Inseridas, de certa forma, na preparação do Congresso (na medida em que debatem a situação social e política e projectam o reforço do Partido), estão as assembleias das organizações. No dia 14, teve lugar a Assembleia da Organização Concelhia de Cascais do PCP, no auditório da Escola Secundária Fernando Lopes Graça, na Parede, que contou com a presença de mais de uma centena de pessoas e com 34 intervenções. Foram aprovadas moções sobre a luta dos trabalhadores e a greve geral e sobre a defesa dos serviços públicos. A resolução política e a composição da Comissão Concelhia foram aprovadas por unanimidade. A intervenção de encerramento coube a Armindo Miranda, da Comissão Política.

No dia 20, foi a vez da organização concelhia de Santa Maria da Feira realizar a sua oitava assembleia. Contando com a participação de largas dezenas de militantes, a assembleia avaliou as dramáticas consequências para o concelho da aplicação do pacto de agressão, nomeadamente na destruição do tecido produtivo e no aumento do desemprego. Mas foi o reforço do Partido, da sua organização e intervenção, a merecer a maior parte da atenção dos comunistas feirenses, que aprovaram unanimemente a resolução política e a composição da nova Comissão Concelhia. Carlos Gonçalves, da Comissão Política, encerrou os trabalhos.

Em Ovar, no dia 13, teve lugar a 10.ª assembleia da organização concelhia do Partido. Contando com a presença de Alexandre Araújo, do Secretariado, a assembleia procedeu ao balanço do trabalho realizado nos últimos dois anos e meio e aprovou o plano de acção para os próximos anos. Também nesta assembleia as atenções estiveram voltadas para a necessidade de reforçar o Partido, tendo Alexandre Araújo dedicado parte importante da sua intenvenção a este assunto. A Comissão Concelhia, eleita por unanimidade, é composta por 25 elementos, sendo jovens vários dos que entram pela primeira vez neste órgão dirigente.

No mesmo dia 13 realizou-se a 8.ª Assembleia da Organização dos Bancários Comunistas do Porto, que analisou a situação dos trabalhadores do sector, que não pára de se agravar, com o encerramento de balcões, a redução de postos de trabalho e a degradação dos salários. Nesta ofensiva, salientou-se, os banqueiros têm contado com a cumplicidade dos sindicatos da UGT. O reforço do Partido e das organizações representativas dos trabalhadores é uma prioridade para a acção nos próximos anos. Jorge Pires, da Comissão Política, fez a intervenção de encerramento.



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