Espanhóis em luta pela escola pública
Cerca de 150 mil pessoas deram corpo a uma grandiosa manifestação, dia 18, na capital espanhola, no final de uma greve de três dias no sector da educação, convocada conjuntamente por associações de alunos e associações de pais.
Segundo a Confederação Espanhola de Associações de Pais e Mães de Alunos (Ceapa), as paralisações tiveram uma adesão de 80 por cento nos estabelecimentos de ensino não universitário de todo o país e contaram com o apoio do pessoal docente, que se manteve nos seus postos de trabalho a pedido da Ceapa.
Como declarou o porta-voz da Ceapa, José Luis Pazos, além da manifestação em Madrid, perto de um milhão de pessoas saíram às ruas por todo o país na semana passada para protestar contra os cortes na educação.
No desfile madrileno, manifestantes de várias gerações, vestidos com camisas verdes, uniram vozes condenando a privatização do direito à educação e as políticas de desmantelamento em curso.
Concretamente, as organizações promotoras exigem a devolução dos quatro mil milhões de euros retirados pelo governo de Rajoy ao sector, a reintegração dos 50 mil docentes despedidos e a anulação da reforma educativa, bem como a demissão do ministro da Educação, José Ignacio Wert.
Só a Comunidade de Madrid reduziu em mais de 10 milhões de euros as verbas destinadas aos refeitórios e substituiu a ajuda à compra de livros por um sistema de crédito.
Tanto o Sindicato de Estudantes como a Ceapa opõem-se à sétima reforma educativa desde a instauração da democracia, qualificando-a de elitista e considerando que vai agravar as desigualdades sociais e dificultar o acesso à educação pública de qualidade.